Crianças do Grendacc terão oficina de máscaras

Por em 14 de janeiro de 2013
Imagem Ilustrativa

A criançada do Grendacc já está no clima do Carnaval 2013. A exemplo do ano passado a folia será comemorada com uma Oficina de Máscaras no dia 08 de fevereiro, nos períodos da manhã e da tarde.

A ideia, segunda explica a terapeuta ocupacional e coordenadora da Brinquedoteca Hospitalar do Grendacc, Deborah Andrea Caous, é decorar o ambiente hospitalar com todos os adereços de Carnaval e proporcionar às crianças e adolescentes a oportunidade de vivenciar este momento em segurança. “Justamente por isso optamos por uma oficina de máscaras e não mais por uma matinê. Como o número de pacientes do Grendacc cresceu muito e quase todos são imunossuprimidos por conta do tratamento, não é recomendável que os mesmos frequentem lugares quentes e aglomerados”, destaca Deborah.

A programação de Carnaval faz parte do calendário lúdico do Grendacc e, nesta oficina, os participantes terão a oportunidade de criar seus próprios adereços. “Desenhos, pinturas, máscaras e colares serão confeccionados com a ajuda das mães e acompanhantes, e quem mais da equipe quiser participar, contribuindo inclusive para a integração dos pacientes com os seus familiares e equipe, amenizando o sofrimento e a dor e, o melhor de tudo: aproximando-os da realidade fora do contexto hospitalar sem que eles percam esse vínculo, em segurança”, complementa a terapeuta.

Programação lúdico-cultural

Segundo ela, a programação lúdico-cultural para crianças e adolescentes hospitalizados é necessária e um direito dos mesmos. “A hospitalização na vida da criança e do adolescente, ainda que seja necessária para o tratamento, constitui um momento estressante que remete à dor e sofrimento, causando uma ruptura no seu cotidiano. As consequências psicológicas que crianças e adolescentes sofrem por estar hospitalizados são inúmeras: enjoos, perda de apetite, fobias, distúrbios de comportamento, entre outros”.

Nessa perspectiva, proporcionar cultura lúdica durante este tempo é de grande valia, visto que a brincadeira colabora para o equilíbrio emocional da criança e do adolescente, socialização, familiarização do ambiente hospitalar e que diversão é um direito de todos. “Restabelecer a saúde e auxiliar no tratamento físico pode ser amenizado por meio de atividades lúdicas”, finaliza Deborah.

Colaboração: Flávia Fernandes