Dois policiais civis são detidos em Jundiaí

Por em 11 de setembro de 2013
Jornal de Itupeva

Dois policiais civis foram presos em Jundiaí, anteontem, acusados de suposto envolvimento em esquema de cobrança de propina junto a traficantes de drogas em Campinas. Os suspeitos ainda teriam sequestrado e torturado pessoas que vendem drogas.

A assessoria de imprensa do Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo não informou os nomes e cargos dos dois detidos em Jundiaí, nem se eles são lotados em alguma delegacia local, sob a alegação que o caso (que vem sendo apurado pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado – GAECO) segue sob segredo de justiça. Outros dois policiais foram presos em Campinas no mesmo dia, acusados dos mesmos crimes.

A Justiça aceitou denúncia contra 13 policiais civis do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), investigados pelo suposto esquema no interior de São Paulo, mas o total de presos chega a 23. Destes, 11 policiais, um informante e nove traficantes tiveram a prisão preventiva decretada na última segunda-feira, pelo juiz da 6ª Vara Criminal de Campinas, José Guilherme Di Rienzo Marrey.

Ameaças feitas aos promotores reforçaram a necessidade das prisões. Um dos promotores, Amaury Silveira Filho, que integra o Gaeco de Campinas, recebeu uma carta que teve como remetente ‘Chumbo grosso com munições’, ameaçando de morte sua mãe e um outro promotor.

Segundo o MP, os alvos das propinas eram traficantes de Campinas, liderados pelo sequestrador Wanderson Nilton de Paula Lima, o Andinho, que está preso desde 2002 no presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes. Ele é um dos traficantes denunciados.

Entre janeiro e maio deste ano, o grupo de policiais e pessoas que se passavam por policiais teriam extorquido, roubado, torturado, ameaçado de morte e sequestrado traficantes e familiares do grupo, em Campinas, para receber R$ 300 mil. O esquema foi descoberto acidentalmente, quando o Gaeco investigava os traficantes ligados a Andinho. Os policiais foram descobertos nas escutas telefônicas feitas nos aparelhos dos criminosos e passaram a ser alvo da apuração.

Jornal de Jundiaí