Vandalismo do 4º Setor

Por em 29 de outubro de 2013

As jornadas do mês de junho vão, a exemplo das Diretas Já (1983/1984) e do impeachment presidencial (1992), fazer parte da história do Brasil graças à voz rouca das ruas ter se transformada num ensurdecedor “Grito do Ipiranga” do povo brasileiro.

A passeata pacifica de dezenas de milhares de pessoas, pelas avenidas de São Paulo, representou a insatisfação popular sobre os altos preços dos serviços públicos, a baixa qualidade dos mesmos e a elevadíssima carga tributária que mina o poder aquisitivo da população, especialmente, da parcela de mais baixa renda.

Via Internet, uma série de outros protestos reivindicatórios vêm se desencadeando e, lamentavelmente, contando com a participação de pequenos grupos de vândalos, que partem para a depredação do patrimônio público e privado.

O confronto com o aparato policial foi inevitável, bem como suas danosas consequências.

Noticiários da imprensa, e comentários nas redes sociais, sinalizam que há outro tipo de vandalismo – o moral – , que se encontra na sonegação de impostos, corrupção, fraudes, lavagem de dinheiro, propinas e superfaturamento de obras públicas, elementos do quarto setor.

Caso que gerou grande indignação, foi exibido pela TV/SBT, flagrando médicos que “assinam” o ponto…mas se ausentam imediatamente, indo trabalhar em clínicas particulares.

O primeiro setor é o Governo, o segundo a iniciativa privada e o terceiro é representado pelas instituições sem fins lucrativos, também conhecidas como de Responsabilidade Social.

O Quarto Setor, sinônimo da economia subterrânea, tem “passaporte” multinacional, não tem preconceito, não discrimina, e não provoca exclusão social, profissional, racial, eleitoral, empresarial ou digital.

Além da informalidade “oficial”, se é que possamos assim denominá-la, acrescente-se o jurássico Caixa Dois, que sobrevive graças à criativos artifícios para escapar das garras do faminto “leão” do imposto de renda.

A ética, precisa deixar de ser um lindo discurso de todos para passar a ser uma conduta diuturna, de cada um de nós.

Para nossa reflexão, encerramos com a seguinte máxima: “Quando os de cima perdem a vergonha, os de baixo perdem o respeito”.

Faustino Vicente

Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos, Professor e Advogado – Jundiaí (Terra da Uva) – São Paulo – Brasil – E-mail: : faustino.vicente@uol.com.br