Castelo é cenário para encontro de Mochileiros

Por em 25 de setembro de 2014
Jornal de Itupeva

Cerca de 200 mochileiros, vindos de quase todos os estados do país, promoveram uma reunião de confraternização, nos dias 29, 30 e 31 de agosto.

O palco para o encontro foi o Castelli Di Palma, em Curitiba, no Estado do Paraná, um castelo quase centenário e de características medievais, ornamentado com jardins esculturais e arquitetura imponente. Com capacidade de acomodação para 400 pessoas, todas as necessidades dos viajantes e infraestrutura para o evento foram plenamente atendidas, com destaque para a segurança e conforto dos participantes.

Por volta das 20 horas de sexta-feira (29) os participantes começaram a se concentrar. Após manterem contato virtual, os mochileiros se socializaram e alicerçaram novas amizades. Entre as atividades desenvolvidas estavam o futebol, basquete e uma curiosa trilha ecológica. O ponto alto do evento aconteceu na noite de sábado, com a realização de um elogiado baile a fantasias.

Reis, rainhas, cavaleiros, gladiadores, freis, carrascos, entre outros, ‘confrontaram-se’ no salão social do castelo, em meio a duas piscinas aquecidas, abastecidas com água mineral de uma mina local, variados pratos de doces, salgados, coquetéis e muito som, luz e animação.

O DJ curitibano, Cleverson Vidal, trouxe para o evento uma performance musical de alta qualidade, de forma que atingiu a máxima satisfação dos convidados. Já a super banda ‘Seventh Horse’, que veio de São Paulo exclusivamente para agitar a noite, foi muito elogiada por todos.

Com repertório diversificado e ênfase no projeto de Classic Rock, Heavy Metal e Hard Rock, a 7th Horse embalou o bom e velho rock’roll, uma harmonia perfeita entre ocasião e tema do evento, com destaque para “Dream On” (Aerosmith), TNT (AC/DC), Iron Man (Black Sabbath), Ace of Spads (Motorhead), Smok on the Water (Deep Purple), entre muitos outros.

No centro das atenções estavam Leonardo Brindeiro (vocal e guitarra); Vagner Lima (Guitarra); Fernando Guimarães (contrabaixo) e Douglas Assunção (bateria). Cercados pelos lendários personagens medievais, os músicos encontraram inspiração para conduzir o agitado evento madrugada afora.

Entre uma pausa e outra, o DJ entrava em ação, com uma composição de músicas eletrônicas e estilos atuais que levaram os participantes a balançarem suas fantasias no salão.

Os aniversariantes também foram lembrados, homenageados e parabenizados. À frente do público, o DJ Cleverson comandou um ‘parabéns eletrônico medieval especial’, que foi acompanhado com palmas por todos os convidados.

Cartões de descontos de diversas lojas foram distribuídos e ‘regalos’, doados por lojas parceiras, foram sorteados aos fantasiados, com destaque para os prêmios oferecidos pela Hi-Tech Store (www.hi-tecstore.com.br).

A música só parou por volta das 5 da manhã, quando as armaduras foram desatarraxadas, as espadas e escudos colocados à baixa guarda e o grupo fez uma pequena pausa, até o momento do café da manhã de domingo, quando todos se reuniram no salão social para um dia que foi marcado pela despedida.

O ‘imperador’ paranaense, Regilielton Giovanelli, um dos organizadores do evento, disse que a confraternização reuniu mochileiros de quase todos os estados brasileiros. Segundo ele, o encontro tinha como objetivo ampliar o ciclo de amizades mochileiras para futuras viagens. E tamanho foi o êxito, que antes mesmo do evento, os até então ‘desconhecidos’ já foram se encontrando em bares e até em trilhas.

“Muitas pessoas chegaram ao Castelo parecendo ‘velhos conhecidos’ e outras tantas lá se tornaram grandes amigos. Acredito que quem não tinha uma companhia para viajar, agora, não terá é uma data no calendário para tantos convites, que inclusive já estão sendo feitos. A galera toda já aguarda por um novo encontro mochileiro e acredito que no próximo,o número de pessoas irá dobrar, assim como as amizades e as alegrias”, disse Lielton.

Para a “fadinha” gaúcha, Graziela Nunes, o evento superou todas as expectativas. “Foi sintonia, foi alegria, foi incrível. Esperamos que uma segunda edição aconteça em breve para podermos rever os amigos”, disse.

O “mosqueteiro” mineiro Jackson Cardoso, de Belo Horizonte, fez questão de usar as redes sociais para parabenizar a organização do evento e agradecer a todos que colaboraram para o encontro acontecer.

“Parabéns a todos os anfitriões que assumiram o desafio e mandaram muito bem nesse evento. Só conheci gente bacana, doida, alegre, divertida, inteligente, sem frescuras, de alma leve e espírito livre. Me identifiquei com todos. Um grande abraço”, escreveu.

Já a “freira” capixaba, Tamires Lophes, o encontro nacional de mochileiros foi sensacional. “Foi um misto de todas sensações que um mochileiro pode sentir durante toda sua vida e isso em apenas um final de semana.”, falou.

Já para o jornalista “carrasco”, Luiz Carlos Izzo, de Itupeva/SP, o encontro serviu para manter as amizades, renovar as antigas e buscar as novas. “Tive a grata satisfação de viver um final de semana maravilhoso, ao lado de pessoas maravilhosas, divertidas e, juntos, brindarmos a amizade e o amor por um hobbie, viajar. O lugar, majestoso e imponente, não poderia ter sido o melhor cenário para a realização desse nosso fabuloso encontro que já deixa saudades. Que todos mantenham as amizades conquistadas, renovem as antigas e aguardem as novas”, concluiu.

Organização nota 10
O aeroporto Afonso Pena, na grande Curitiba, foi o ponto de concentração na chegada dos participantes, muitos deles já fantasiados e com sorriso aberto no rosto, ansiosos para contemplar o majestoso castelo. A organização do evento foi muito elogiada por todos, já que muito antes da realização todas as dúvidas dos colegas já haviam sido esclarecidas pelas redes sociais. Vans foram colocadas à disposição para o traslado até o local e também disponibilizadas para o retorno, no domingo, até o aeroporto.

Contribuição Social
O Encontro Nacional de Mochileiros também contribuiu com a causa social e, com a ajuda de todos, deu um show de solidariedade.

Cem unidades de cobertores foram adquiridas pelos organizadores e vendidas para os participantes.

Após o uso, as peças foram doadas para o Lar “Vovó Zeli” e para a “Associação Lar Criançarteira”, que acolhe vinte crianças em regime de internato.

O exemplo deixado por todos os participantes do Encontro Nacional de Mochileiros vai muito além da socialização, pois se preocupou em contribuir com idosos asilados e também crianças em situação de vulnerabilidade social. A entrega dos cobertores foi realizada por Regilielton e Andressa Silva.

O mochileiro

O Encontro Nacional de Mochileiros deixou muitas saudades. E para você, leitor, que chegou até aqui e está se perguntando o que é ser um ‘mochileiro’, é o viajante independente que busca fazer suas viagens de forma econômica, elaborar seus próprios roteiros e que prefere a vida roots, ou seja, dar liberdade para a mochila, enchê-la de sonhos e aposentar as tradicionais rodinhas.

O verdadeiro mochileiro consegue multiplicar o prazer de viajar, pois começa tudo no planejamento, antes mesmo de sair de casa, quando inicia o traçado das rotas que é marcado pela flexibilidade e liberdade, ficando distante dos guias de cartas marcadas, livres de agenciadores e aproveitadores e, com isso, pode dar mais ênfase no conhecimento, na aventura e principalmente na diversão.

Uma independência que possibilita escolher quais os principais pontos a serem explorados na viagem, quais os atrativos a serem visitados, o clima, as paisagens e quanto tempo será necessário para cada visita, para que só depois possa realmente colocar os pés na estrada. O tempo é sempre amigo do mochileiro, diferente dos viajantes tradicionais, que ficam engessados a roteiros e nos grupos de viagens. Agentes que, na grande maioria das vezes, apresentam um trajeto comercial com foco nos lucros, nos benefícios próprios e em parcerias com comerciantes que se beneficiarão com a visita e, consequentemente, com o gasto do grupo.

O mochileiro busca, também, meios de hospedagens hospitaleiras e mais econômicas que, como recompensa, retribuem com a facilidade incrível de se fazer novas amizades, algumas para toda a vida.

E é nesta modalidade de hospedagem que se evidencia a socialização. É o lugar certo para quem busca fazer amizades, conhecer novas culturas, idiomas, tradições e costumes.

O mochileiro é faminto pelo novo. É a pessoa que, sem gastar muito, busca romper as fronteiras, desbravar os horizontes e conhecer o mundo. Usa muito o cérebro, desde a elaboração do roteiro, estudo do trajeto, métodos de condução, hospedagem e alimentação. Não se preocupa com o luxo e dispensa o conforto de um hotel 5 estrelas, bem porque este ficaria com as portas fechadas durante todo o dia e também em grande parte da noite. Atenta-se com a segurança, localização, higiene e a praticidade do local. Tem como foco a redução das despesas, muitas vezes não por limitação, mas por uma questão de opção, já que poderá direcionar suas economias para o investimento na viagem, a exemplo de benefícios que proporcionem diversão, prazer ou mesmo ampliar seus horizontes, por meio de uma forma totalmente aventureira e enriquecedora.

Em uma tradução mais literal da palavra, mochileiro é aquele que carrega uma mala nas costas. É a pessoa que tem o espírito livre, que atravessa fronteiras e que está aberto à socialização e ao contato próximo com a natureza.  Ser mochileiro é ser livre, é ser você mesmo, é ser original.

E para você que se interessou pelo assunto e quer dar o primeiro passo para se aventurar e conhecer o mundo por meio da mochila, basta para isso ter vontade de se aventurar e dar o primeiro passo. Comece conhecendo paraísos mais próximos, cidades históricas e cartões postais já consagrados.

Não tenha medo de se aventurar, mesmo que seja desacompanhado, e deixe as comodidades de lado. É muito comum encontrar viajantes de classe abastada, profissionais da medicina, engenharia, empresários, jornalistas, enfim, uma gama de profissionais viajando com mochila nas costas pelo simples prazer e sensação de liberdade. Pessoas inteligentes e conscientes que querem extrair o máximo de suas viagens.

Desapegue da ideia de que ser mochileiro é viajar correndo perigo, ficar sem ter onde dormir e até passar fome. Muito longe disso. Na verdade essa classe de viajante respeita o dinheiro proveniente da labuta diária e tenta pagar o preço justo pelo valor do produto ou serviço oferecido. Com isso, estica ao máximo os recursos para que, da mesma forma, possa esticar a viagem e também seus sonhos.

Mochileiros.com
Então, ficou com vontade de botar o pé na estrada? Se a resposta for sim, vale a pena conferir informações e dicas sobre os lugares de destinos que deseja visitar. Comunidades interativas em redes sociais temáticas podem ajudar você, fornecendo opiniões e dicas sobre os lugares, serviços, hospedagem, roteiros e segurança. Se desejar aventura, você poderá até encontrar uma companhia para a sua viagem, comparando as datas e destino da sua viagem com as informações dos outros usuários conectados ao seu perfil. Uma boa dica é o site mochileiros.com, que é o maior fórum para viajantes independentes, mochileiros e montanhistas do Brasil.

Autointitulada a maior comunidade de viajantes independentes de língua portuguesa, o Mochileiros.com foi uma iniciativa de Silnei Andrade, que criou o fórum em 1999. Na época, o Mochileiros era um apêndice do portal Mochila Brasil, criado para custear uma viagem de dois anos pelo País.

Hoje, tem mais de 70 mil cadastrados e recebe 350 mil visitantes únicos por mês. A tendência é que o Mochileiros se torne uma rede social – em breve os usuários poderão ter lista de amigos, álbum de fotos e blog. Algumas ferramentas terão mashup com o Google Maps.

Lembre-se, mochilar não é uma opção ou um hobby, mas sim um estilo de vida, onde o principal interesse é adquirir novos conhecimentos, conhecer culturas e valores diferentes e desfazer de antigos paradigmas, construindo novos conceitos baseando na experiência adquirida, aprendendo na maior e melhor escola do mundo, que é o próprio mundo.

Agradecimentos: A todos os participantes do evento, em especial aos colegas que cederam as fotos para ilustrar a reportagem, entre eles: Rapha Oliver; Claudia Severo; André Peixoto; Franciane Garcia, Fernando Guimarães; etc, etc, etc…