Reformas Estruturais

Por em 3 de abril de 2015

Como as promessas de um próspero 2015, alardeadas na campanha das últimas eleições, se transformaram em mais uma tremenda decepção popular, restou a classe política ouvir a ensurdecedora “voz rouca das ruas”, inconformada com ineficiência e a ineficácia de grande parte dos Gestores públicos.

O que realmente o Brasil precisa e o que o povo quer assistir, é tão somente, um debate (profundo) sobre as seguintes reformas: tributária, administrativa, trabalhista, politica e judiciária.

A classe política precisa se comprometer a detalhar cada projeto e como ele será apresentado, debatido com a sociedade, aprovado, regulamentado e implementado, com a maior brevidade possível.

Apesar do interesse pela Política, a nossa caminhada profissional foi pautada pela iniciativa privada (banco e empresa de grande porte), o que nos levou a recusar convites para assumir cargos comissionados, candidatura a vereador e filiação partidária.
Trabalhamos, durante muitos anos, em dias de eleições e em contagens de votos em Jundiaí e em Londrina (PR).

As “alfinetadas” habituais por parte da classe política, sobre o momento turbulento pela qual passa a nossa economia, parecem ditar o incorrigível tom, ou seja: discurso da situação – fizemos mais e melhor – afirmação da oposição: fizeram menos e pior.
O povo está cansado da mesmice.

Somente “oxigenando” as estruturas vigentes, o país dará o indispensável salto de excelência, para que a sétima economia do planeta deixe de amargar, segundo o PNUD – Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento – o nada honroso 85° lugar de IDH ( Índice de Desenvolvimento Humano).
O empreendedorismo na gestão pública, com participação popular, deve levar o nosso país a melhorar a qualidade de vida, facilitar a competitividade das empresas e reduzir o Custo Brasil, cuja elevadíssima carga tributária é incompatível com a baixa qualidade dos serviços públicos.

A baixa produtividade dos serviços públicos – fazer cada vez mais, com cada vez menos (recursos humanos e materiais) -, tem um efeito catastrófico na iniciativa privada e no bolso do cidadão.

Os baixos índices de crescimento do PIB ( Produto Interno Bruto) destes últimos anos, que não será diferente em 2015, e a forte pressão inflacionária são fatores, mais do que evidentes, que uma “melhoria pontual” não nos levará aos patamares de países com elevados índices de qualidade de vida.
O excesso de burocracia, ineficaz contra a corrupção, é o “calcanhar-de-aquiles” do Estado brasileiro.

Somente com reformas estruturais, com a classe política “cortando na própria carne”, poderemos reduzir a cruel desigualdade (brasileira) existente entre a ilha de ricos e o oceano de pobres.

Faustino Vicente

Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos, Professor e Advogado – Jundiaí (Terra da Uva) – São Paulo – Brasil – E-mail: : faustino.vicente@uol.com.br