Saga dos Paralímpicos

Por em 29 de março de 2016

Entre as motivadoras manifestações que recebemos pela nossa crônica – Olimpíadas, o maior espetáculo da terra – destacamos a da mãe de um jovem deficiente físico. “Ele é quase um artista e também pratica esportes. Meu interesse é numa divulgação maior das Paralimpíadas”, afirmou ela. A primeira edição ocorreu em Roma (1960) e desses jogos participaram somente atletas com deficiência física. O neurologista e neurocirurgião alemão, Ludwig Guttmann, é considerado o Pai dos Jogos Paralímpicos.

Embora com menor interesse comercial, esses jogos ganham em espírito olímpico, essência dessa singular competição esportiva, cujo berço encontra-se na antiga Grécia. Além da elevada performance técnica dos atletas paralímpicos, eles revelam ao mundo lições exemplares de vida, que nos levam a uma profunda reflexão sobre como enfrentar desafios e superar limites, no nosso dia a dia.

Basta uma pessoa estar fora dos padrões convencionais para sofrer as cruéis consequências dessa, mundialmente conhecida, chaga social; o preconceito. Segundo o gênio Albert Eisntein (1879-1956) – “é mais fácil desintegrar um átomo do que acabar com o preconceito”.

A cor da pele, a etnia, a opção sexual, credo religioso, nível de escolaridade, faixa etária avançada, desemprego prolongado, aparência física, residentes em área de elevada violência, baixa renda e limitação física ou mental, são alguns dos alvos preferidos pela discriminação. Falta de consciência sobre o respeito às diferenças. Precisamos estar atentos para não perdermos a nossa capacidade de nos indignar (e agir) diante das injustiças sociais.

Esperamos que os Jogos Rio-2016 nos conscientize, que os paraolímpicos são atletas de alto rendimento e que, fora do campo esportivo, devem ter oportunidades (iguais) para que possam revelar e desenvolver o seu potencial.

A princípio da igualdade é referência bíblica (Mateus 22, 36-39). “Mestre, qual é o grande mandamento da Lei? Respondeu-lhe Jesus: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro e grande mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”

Fator positivo encontra-se no Terceiro Setor segmento que, através das ONGs, apresenta excelente trabalho de inclusão social.

Para nossa reflexão, a célebre frase de Martin Luther King (1929-1968): “O que me assusta não é o grito dos maus, mas sim, o silêncio dos bons”.

* Faustino Vicente – Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos, Professor e Advogado – faustino.vicente@uol.com.br  (Jundiaí/SP)

Faustino Vicente

Consultor de Empresas e de Órgãos Públicos, Professor e Advogado – Jundiaí (Terra da Uva) – São Paulo – Brasil – E-mail: : faustino.vicente@uol.com.br