Jovem de Itupeva morre com suspeita de H1N1

Por em 29 de abril de 2016
Jornal de Itupeva

“Deixaram meu filho morrer”. Esta foi a fala indignada da dona de casa, Edna dos Santos Lira, mãe de Robson Lira Leite, de 18 anos, morador de Itupeva.  Ele morreu na madrugada de quarta-feira (27), com suspeita de contrair o vírus H1N1. Mesmo sem um laudo conclusivo, a família diz que houve negligência por parte do hospital. A assessoria de imprensa nega.

Segundo relata a mãe, o garoto começou a sentir fortes dores no início da semana. A febre veio logo em seguida. As várias idas ao Hospital Municipal Nossa Senhora Aparecida resultaram em soros e liberações para casa.

“Como puderam deixar o menino voltar par casa sem medicá-lo corretamente. Primeiro disseram que estava com uma bactéria nos pulmões, mais que não era nada grave. Nesta quarta-feira ele piorou e os médicos começaram a bater no peito dele tão forte que o sangue voltou pela boca”, reclama a mãe, acrescentando que o filho teve de ser reanimado pela equipe médica.

Robson chegou a ser transferido para o Hospital São Vicente, em Jundiaí, mas já chegou em óbito. Por isso, o corpo do jovem foi novamente enviado a Itupeva para conclusão do laudo. Em seguida, o corpo foi transferido ao IML de Jundiaí, onde foi expedido um atestado de óbito reforçando a causa da morte por ‘choque séptico e pneumonia’.

“Só queremos justiça, porque outras pessoas podem estar com o mesmo problema e estão mascarando a doença”, diz o pai Valdemar Leite.

Outro lado – Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura de Itupeva, o paciente estava em acompanhamento no hospital para monitoramento de plaquetas com quadro suspeito de dengue, estável, sem sinais de sangramento, sendo acompanhado por quadro laboratorial e avaliação clínica a cada 24 horas no pronto-socorro. Não houve necessidade de internação hospitalar por apresentar níveis laboratoriais clínicos estáveis para suspeita clínica.

“Na quarta, o adolescente deu entrada no hospital, às 19 horas, com quadro clínico de insuficiência respiratória aguda sem evidência de sangramento, sendo realizada todas as medicações e procedimentos clínicos no paciente. No entanto, o quadro se agravou, sendo necessária a transferência do paciente, que veio a óbito”, diz a nota.

Os exames foram colhidos e os resultados saem em 30 dias. A direção do hospital disponibilizou assistente social e psicólogo para a família, que recusou o atendimento.

Fonte: Simone de Oliveira/Jornal de Jundiaí