Itupeva Adventure promove mais uma Trilha Cultural

Por em 11 de julho de 2016
Itupeva Adventure promove mais uma Trilha Cultural

No último domingo, dia 10 de julho, o Itupeva Adventure realizou mais uma trilha nível iniciante, com caminhada de aproximadamente 5 quilômetros. Participou deste trajeto um seleto grupo de sete pessoas, sendo quatro novos participantes.

O circuito abordou a cultura e história da cidade, com visitação ao berço de Itupeva, entre os bairros Monte Serrat e Quilombo, com parte do trajeto feito de carro. A trilha começou no bairro do Quilombo, com visita às ruínas da primeira e antiga ponte do bairro, construída em 1920. Na sequência, todos seguiram em caminhada até a Gruta do Quilombo, que é um dos pontos turísticos mais visitados no dia 12 de outubro, quando se comemora o Dia da Padroeira do Brasil.

Como acesso à gruta, o grupo usou uma trilha demarcada, com passagem por belas paisagens rochosas e uma nascente. A segurança dos participantes e o cuidado com a preservação do meio ambiente são prioridades do Itupeva Adventure, que nada mais é que um grupo de amigos, sem interesse lucrativo, que tem o objetivo de apresentar e fazer conhecer a cultura local e regional por meio da caminhada, associando a história e conhecimento com qualidade de vida.

Apesar de residirem em Itupeva há anos, alguns integrantes ainda não conheciam a gruta do Quilombo, sendo palco para minutos de admiração e muitas fotos. Duas participantes vieram de Jundiaí, exclusivamente, para participar da Trilha Cultural. Na sequência, foi visitado um parque rochoso com a presença de cactos e diversas espécies da mata nativa. Do alto das pedras era possível ver a cidade de Indaiatuba, localizada a alguns quilômetros dali.

A parada para descanso aconteceu, em grande estilo, em um estabelecimento comercial do bairro do Quilombo, que funciona em uma casa centenária, a mais antiga da região e que ainda resiste ao tempo e à exploração imobiliária. A casa era de propriedade de antigos fazendeiros, conhecidos como barões do café, que há mais de 100 anos mantinha escravos como funcionários para manter as plantações e serviços da família.

Também foram visitados o prédio onde funcionou o armazém de época e duas antigas caixas d’água, que eram usadas para abastecer o trem ‘Maria Fumaça’.

Participaram da trilha, Domingos Antonio Celis; Jaíne Assis; Simoni Eliodorio; Fábio Celis; Thais Celine, Graziele Oliveira. O grupo foi guiado pelo montanhista e jornalista, Luiz Carlos Izzo.

“É muito interessante conhecer mais a fundo a cidade que a gente mora. O lugar é exuberante e o contato mais próximo com a natureza faz muito bem à nossa saúde. Gostei muito desse grupo e essa caminhada foi maravilhosa” disse Domingos Celis, que participou da caminhada em companhia do filho, Fábio Celis.

“Nem imaginava que aqui perto havia uma senzala que ainda preserva características de época. O alicerce é aparente e a estrutura da casa é exposta e isso nos remete à época da escravatura, quando muitas pessoas sofriam nas mãos dos patrões. Dá para se imaginar o sofrimento vivido pelos escravos aqui embaixo”, disse Fábio.

Hidrelétrica
A segunda etapa da caminhada deste domingo (10) foi marcada pela visita à antiga Usina de Força e Luiz de Jundiaí, que fornecia energia elétrica para o então bairro de Itupeva e também para a cidade de Jundiaí, cidade à qual o bairro de Itupeva pertencia, tendo sido Emancipada em 21 de março de 1965. O grupo se encantou com relatos históricos e por saber que aquela ruína foi responsável por gerar energia para toda a região.

História
Hoje, a usina uma total ruína, de imagem bucólica e que costuma impressionar os turistas. Foi construída em 1904, ou seja, há 112 anos. Utilizava a água do Rio Jundiaí para movimentar suas máquinas e, com isso, gerar energia para Jundiaí. Um ano mais tarde foi inaugurada a hidrelétrica Monte Serrat (1905) e também a do Quilombo (1913).

Em 1912, a empresa adquiriu a companhia de Rio Claro, que passou a chamar-se S.A. Central Elétrica Rio Claro – Sacerc, chegando a possuir sete hidrelétricas em São Paulo e uma em Minas Gerais. Em 1927 foi vendida para o grupo Light. Em 1965, a Sacerc foi vendida para a Cia. Hidroelétrica do Rio Pardo – Cherp, controlada pelo governo paulista. A Cherp, por sua vez, foi incorporada à atual Cia. Energética de São Paulo – Cesp em 1966.

A antiga represa usada para a captação de água da usina ainda está intacta e foi outro ponto visitado pelo grupo. Após breve pausa para fotos, todos seguiram para o mais antigo casarão do bairro do Monte Serrat, que recentemente foi incendiado por vândalos e hoje vem sendo reformado.

Por fim, o grupo passou pela antiga estação Sorocabana, hoje desativada: “É uma pena ver a história do município assim, sem utilidade nenhuma, se acabando”, diziam ‘em coro’ os participantes.
A caminhada terminou por volta de 12 horas, quando todos voltaram para o conforto de seus lares, já aguardando a próxima trilha promovida pelo Itupeva Adventure.

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