Itupevenses são campeões regionais de karaokê

Por em 23 de junho de 2017
Itupevenses são campeões regionais de karaokê

Quem vê Makoto Saito, 71 anos, durante uma partida de vôlei adaptado talvez não imagine que este senhor animado, de poucas palavras e sotaque inconfundível seja um campeão regional de karaokê. A história de sucesso nos palcos começou na infância e ganhou força há alguns anos. O último título, inclusive, veio na disputa do 16º Japan-Brasil Shinzen Concert Koryukai – Zkair, semana passada.

Pela quinta vez o itupevense levou para casa o troféu de campeão do torneio, realizado no Instituto Cultural Nipo Brasileiro de Campinas. Para chegar à categoria especial, Saito precisa só de mais uma vitória, agora. “Foi muito disputado, tinha muita gente boa. Agora estou a uma conquista de subir de categoria, com competidores ainda mais experientes e isso me anima muito”, comentou.

Ao chegar na Especial, o competidor itupevense ainda terá pela frente as categorias Extra e Super Extra, que reúnem os principais praticantes do karaokê. Mas, por que tanto interesse pela competição assim? Saito explicou que a vontade de cantar começou aos nove anos. “Na minha família de nove irmãos todo mundo cantava, principalmente meu pai. Quando fui para o Japão, acabei parando porque trabalhava demais e não sobrava tempo para competir”, admitiu.

Makoto voltou ao Brasil em 2011 e, desde então, empunha o microfone nas disputas após apoio da Associação Nipo Brasileira de Jundiaí. No Japão, no entanto, também deixou a marca de campeão. “Lá eu só participei uma vez, em um shopping na cidade de Fukui. Me inscrevi na hora mesmo e ganhei um vale-compras de 100 dólares”, relembrou.

E, se depender da família dele, a tradição de participar das disputas de karaokê vai continuar. Isso porque a filha dele também é apaixonada por música e mora no Japão até hoje.

Influências – Perguntado qual era a influência musical, o itupevense disse que admira Roberto Carlos mas o preferido, até pelas raízes, é o japonês Itsuki Hiroshi, cujo show já teve oportunidade de assistir em uma das vezes que o artista se apresentou em São Paulo. E o maior adversário, quem é? “Meu irmão caçula (único que ainda canta, além de Makoto) é o cara a ser batido, está entre os melhores da região”, afirmou, provando que o dom de cantar vem mesmo de família.

E ele não está sozinho nessa. Outra itupevense, Kyoko Goyogi, começou há três anos nas competições de karaokê e já tem uma trajetória de sucesso. Com 63 anos, a dona Kiki, como é conhecida, se diz realizada. “Na primeira vez que cantei (em público) foi difícil. Cheguei ao palco e vi aquele pessoal todo sério, com cara fechada. E, para mim, (cantar) sempre foi diversão. Claro que todo mundo quer ganhar, mas o que vale é a participação, fazer amizades, aprender”, ponderou ela, que saiu da categoria B para a A4.

Também praticante do vôlei adaptado, ela participa das atividades do CCI (Centro de Convivência do Idoso) e faz uma constatação: “Faço tudo isso pela saúde e é muito bom que a Prefeitura permita isso, está muito legal. Temos esse espaço para usufruir e isso é maravilhoso! Às vezes, quando conto para alguma pessoa sobre tudo isso, pensam que gasto um dinheirão para manter as atividades, mas eu digo que é tudo grátis, que tenho uma Prefeitura que é ótima e oferece tudo gratuitamente’”.

O próximo desafio dos campeões da voz já tem data: dia 2 de julho, novamente em Campinas.