Assassinos de taxista estão na cadeia

Por em 25 de setembro de 2017
Polícia Civil esclarece e prende acusados de matar taxista

Acusados confessam a morte com detalhes, afirmando que Solon estava vivo quando o carro foi incendiado. 

A Polícia Civil de Itupeva finalizou os trabalhos de investigação e, diante todas as evidências e provas encontradas, prendeu os dois acusados de terem assassinado, no último dia 4 de agosto o taxista Solon Soares de Macedo.

O crime, classificado pela polícia como ‘roubo agravado consumado seguido de morte (latrocínio), aconteceu no bairro Nova Era, em Itupeva, e chocou a cidade de Itupeva, cidade em que Solon era muito querido. Os acusados do crime são Jean de Almeida Domingos (conhecido pelo apelido de ‘mosquito) e sua esposa Mirian dos Santos Almeida.

A prisão foi expedida diante o resultado dos trabalhos investigativos da delegacia de Polícia de Itupeva, sob o comando do delegado titular, dr. Adalberto Ceolin, composta pelo investigador chefe Vanderlei, Ricardo, Latorre, Renato, Amilcar, Spina e Odair. Em pouco tempo de investigação, os policiais de Itupeva conseguiram elucidar este crime brutal e levar à cadeia os acusados.

Mirian dos Santos Almeida foi presa em flagrante delito na cidade de Cabreuva, pelo crime de tráfico de drogas e trazida para a cidade de Itupeva, onde foi questionada sobre o assassinato do taxista, uma vez que a polícia já tinha a informação que ela estaria envolvida no crime, junto com Mosquito.

Após algumas horas em depoimento com os policiais de Itupeva, Mirian confessou que teria dado uma facada em Solon e depois, junto com Mosquito, colocaram o corpo da vítima no porta-malas e atearam fogo no carro. Mirian ainda deu todos os detalhes do crime.

Em entrevista exclusiva ao Jornal de Itupeva, o delegado titular de Itupeva, dr. Ceolin, relatou como o crime aconteceu, diante a confissão dos supostos assassinos.
Depoimento dos acusados

Mirian detalhou ao delegado que ela e o marido são usuários de crack e na sexta-feira, dia anterior do crime, teriam ido a uma biqueira do Jardim Alegria para comprar drogas. Naquele mesmo local eles ‘vararam’ a madrugada e consumiram drogas até o sábado, dia do crime, quando no intuito de ‘arrumar dinheiro’, solicitaram uma corrida de taxi com Solon, que inclusive era conhecido de Jean. Durante o percurso, Mosquito anunciou o assalto, simulando estar armado. O criminoso obrigou a vítima entregar dinheiro e também seus dois celulares.

Solon foi colocado no porta-malas do carro, quando iniciou sua corrida para a morte. Antes de ir para o bairro Nova Era, os assassinos foram para o bairro do Varjão, onde usaram o dinheiro para comprar mais drogas. Mirian declarou ao delegado que a todo momento Solon implorava pela vida e era constantemente ameaçado de morte.

Em certo momento Mirian vomitou no taxi e sujou suas roupas. Foi quando ela decidiu usar a jaqueta da vítima. Eles seguiram em direção a um motel, localizado no bairro Nova Era.
Jean teria encontrado um frasco de perfume no porta-luvas e o usado para incendiar o veículo, ainda com Solon no porta-malas, de onde suplicava pela vida. Com muita frieza, Mirian relatou que se afastou do carro enquanto ele ardia em chamas. Chegou inclusive a ouvir barulhos, provenientes do estouro dos pneus.

No Motel
Após assassinarem o taxista, Jean e Mirian seguiram a pé até o motel, onde consumiram mais drogas durante a hospedagem. De manhã, pediram uma porção de batatas e um copo de leite com café, pagando então pelas despesas a quantia de R$ 85, pagos com o restante do dinheiro roubado da vítima, haja vista terem gastado também na compra de drogas no bairro do Varjão.

O casal voltou para a cidade de carona com o proprietário do motel. Diante da confissão de Mirian, os policiais civis de Itupeva fizeram diligência e conseguiram encontrar também Jean, que confirmou a participação no assassinato.

Em depoimento, Jean também disse que no dia do crime estava armado de uma faca e que Mirian havia desferido um golpe no peito de Solon, momento em que foi anunciado o assalto, simulando estar armado. Mosquito contradisse o depoimento de Mirian e afirmou que foi ela quem ateou fogo no carro. Em todos os outros pontos, o depoimento de Jean confere com as informações passadas por Mirian.

Diante da confissão dos réus (foto recente à direita), foi representado pela Prisão Temporária dos suspeitos junto ao Fórum da Comarca de Itupeva, que manteve a cautelar decretada. Mosquito e Mírian foram conduzidos ao Centro de Triagem de Campo Limpo e de Itupeva, onde permanecem presos. Investigações prosseguem para a conclusão do Inquérito Policial, havendo ainda a necessidade de algumas diligências para ultimar as Investigações.

Caso sejam condenados, Mirian e Jean podem pegar uma pena de 30 anos de reclusão, prevista pelo crime de latrocínio.

Veja a matéria do crime

http://www.jornaldeitupeva.com.br/2017/08/07/corpo-e-encontrado-carbonizado-em-taxi-de-itupeva/