Assassinos de taxista são condenados a 21 anos de prisão

Por em 2 de outubro de 2017
Assassinos de taxista são condenados a 21 anos de prisão

Um ano e dois meses após a morte do taxista Geraldo Duran, 77 anos, morador do Parque dos Cafezais 2, em Itupeva, a Justiça condenou os assassinos, Roberto Souza Fonseca e Valdenir Caroli Junior, a cumprirem pena de pouco mais de 21 anos de prisão, em regime fechado.

Valdenir e Roberto, também moradores de Itupeva, já estavam presos aguardando julgamento uma vez que confessaram a autoria do crime bárbaro contra o idoso, que na noite que foi tomado de roubo trabalhava como taxista sendo este o sustendo da sua família.

O Julgamento ocorreu no Fórum de Itupeva, onde após análise do processo bem como do inquérito policial, instaurado pelo Delegado Adalberto Ceolin, titular da delegacia de Itupeva, o Juiz dr. Daniel R. Soares, acatou a denúncia de acusação condenando dentro das normas da lei os assassinos pelo crime considerado hediondo, que culminou com a morte brutal do taxista. Além do homicídio, eles também foram condenados pelo crime de roubo e corrupção de menor, uma vez que no dia do crime contaram com a participação de um menor de idade.

Relembre o caso

O taxista Geraldo, que trabalha sempre no período noturno por não ter ponto fixo em Itupeva, quando foi tomado de roubo pelo trio Roberto, Valdenir e uma menor de idade conhecido pela alcunha de ‘’Jamaica’’ durante a noite do dia 25 de Julho do ano passado (2016) quando encontrava-se parado em um posto de combustível localizado na região central de Itupeva.

O trio que chegou próximo ao taxista e no intuito de contratar uma viagem adentraram ao veículo e anunciaram o roubo.

De acordo com depoimento dos assassinos após roubarem os pertences decidiram levar o taxista dentro do porta malas do veiculo para um local conhecido como lagoa Crispim em Itupeva onde decidiram tiram friamente a vida do taxista com o intuito deles não serem descoberto, uma vez que segundo relato, Roberto e Valdenir já haviam praticado roubo contra a vítima em datas anteriores.

Ao chegar próximo a lagoa eles mataram o taxista com golpes de chave de roda e em seguida jogaram o corpo do taxista no interior do lago.

Eles também tentaram jogar o veículo sobre o lago porem sem êxito decidiram vir para a cidade onde tentariam vender o veículo roubado.

O que eles não esperam é que seriam vistos por testemunhas andando com o veículo e que o câmeras do OCR da Guarda Municipal registrariam a passagens deles na entradas da saída, inclusive uma delas tendo registrado um dos elementos ocupando o banco traseiro do veículo.

O corpo do taxista foi encontrado dentro da lagoa pela equipe do subinspetor Nonato ainda no interior do lago.

No mesmo momento, que era encontrado o corpo do taxista, uma viatura da PM, havia avistado o veículo estacionado pelo Jardim Europa, porém o veículo não apresentava queixa de furto ou roubo.

De posse de várias informações de testemunhas que foram mantidas em sigilo, bem como a excelente ajuda do sistema OCR, que gravou a passagem do taxi com os criminosos dentro, a equipe de investigações da delegacia de Itupeva comandado pelo delegado Adalberto Ceolin, na época chefiado pelo investigador Wagner Agnolon, logrou êxito na identificação dos criminosos, que estavam foragidos do município.

Sabendo que a ‘’casa caiu’’ para eles, Roberto decidiu se apresentar no final do ano passado na delegacia de Itupeva e se entregar à polícia e seu comparsa no crime, Valdenir foi detido por policias da força tática do 49º BPMI na cidade de várzea paulista onde estaria se escondendo.

Ambos permaneceram a disposição da Justiça, que em audiência de julgamento no último dia 14 de setembro, condenou ambos assassinos a cumprir pena em regime fechado por 21 anos, quatro meses e 10 dias, notando se que eles além dos delitos cometidos contra a vítima, usaram de violência para matar a vítima considera por sua idade como pessoa idosa.