Mãe é presa após se recusar a vacinar o filho

Por em 5 de outubro de 2017
Mãe é presa após se recusar a vacinar o filho

Americana diz que imunizar o menino de 9 anos vai ‘contra suas crenças’

Uma mãe, nos Estados unidos, foi sentenciada a sete dias de prisão após contrariar uma decisão judicial e se negar a vacinar seu filho. Rebecca Bredow não quis imunizar o menino de 9 anos mesmo tendo, inicialmente, concordado com o pai da criança de que o faria. Após a prisão de Rebecca, o pai conseguiu uma liminar para que pudesse vacinar o garoto.

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No Michigan, pais são legalmente permitidos a não completar ou não vacinar seus filhos por conta de crenças pessoais. Mas Rebecca teve um destino diferente porque negou o acordo feito com o ex-marido.

A mulher, que também tem outro filho, foi sentenciada nesta quarta-feira por desrespeitar o tribunal contrariando uma ordem judicial, na última semana, que a obrigava a imunizar o filho.

Ela e o pai do garoto decidiram, quando o filho nasceu, que iriam espaçar ou atrasariam a vacinação da criança. O então casal se separou em 2008, e tiveram a guarda compartilhada do garoto. Entre as diversas discussões dos dois desde então, está a vacinação. O pai quer atualizar a caderneta do filho.

A juíza em Oakland, Karen McDonald, afirmou que, apesar de a mãe ser a cuidadora primária, o pai ficaria com a “palavra final”.

Rebecca disse, durante a audiência, que faz parte do movimento antivacina e argumentou que imunizar o filho ia “contra suas crenças”. “Eu prefiro fica atrás das grades por algo que acredito do que fazer algo que não acredito de forma alguma”, acrescentou ela.

O pai agora está com a guarda em primeira instância do menino para poder vaciná-lo.

Os grupos crescente de pais que decidem não vacinar seus filhos, seja por crenças filosóficas, religiosas, medo dos efeitos colaterais ou porque são contra a indústria da imunização preocupa médicos e especialistas. No Brasil, o movimento é tímido, mas a onda global é o suficiente para fazer profissionais de saúde se mostrarem vigilantes e dedicarem mais tempo para convencer aqueles que são avessos à vacinação — em geral jovens e com alta escolaridade.