Polícia reconstitui assassinato de taxista

Por em 14 de novembro de 2017
EXCLUSIVO: Polícia reconstitui assassinato do taxista

A Polícia Civil de Itupeva iniciou na tarde desta terça-feira (14), a reconstituição do assassinato do taxista Solon Soares Macedo.

Os acusados do homicídio, Jean de Almeida Domingos (conhecido pelo apelido de mosquito) e sua esposa Mirian dos Santos Almeida acompanham os trabalhos que iniciaram na Praça São Paulo, ponto de taxi onde a vítima foi abordada.

Para a realização da reconstituição do assassinato, a Polícia Civil de Itupeva preparou um forte aparato de segurança, que contou com viaturas e efetivo completo. Os acusados do crime, Mirian e Jean (Mosquito), participaram dos trabalhos da polícia com as mãos e os pés acorrentados e percorreram, passo a passo, os últimos minutos de vida de Solon.

A reconstituição começou na Praça São Paulo, onde o taxista foi contratado para fazer uma ‘corrida’.

Mirian detalhou ao delegado que ela e o marido são usuários de crack e na sexta-feira, dia anterior do crime, teriam ido a uma biqueira do Jardim Alegria para comprar drogas. Naquele mesmo local eles ‘vararam’ a madrugada e consumiram drogas até o sábado, dia do crime, quando no intuito de ‘arrumar dinheiro’, solicitaram uma corrida de taxi com Solon, que inclusive era conhecido de Jean.

Mírian conta que deu 2 facadas no pescoço de Solon

Na sequência os policiais foram até o Bairro Bonfim, local onde os criminosos, simulando estarem armados, anunciaram o assalto. Solon chegou a reagir e ainda dentro do carro iniciou luta corporal com ‘Mosquito’, momento em que foi surpreendido de forma traiçoeira por Mírian que desferiu duas facadas em seu pescoço.

Em seu relato, Mirian demonstrou muita frieza e nenhum arrependimento quando falava das facadas desferidas. Mosquito assumiu o a direção de Solon, que foi deixado agonizando no banco traseiro.

Quando se aproximavam do Centro de Itupeva, os criminosos perceberam que Solon sangrava muito. Mosquito decidiu parar o veículo em uma rua escura e com ajuda de Mirian colocou o taxista, que ainda estava vivo, no interior do porta-malas.

O último lugar passado na reconstituição foi o bairro Nova Era, que é um lugar distante do Centro, onde a princípio Solon seria amarrado e abandonado até morrer. Segundo depoimento de Mosquito, eles não haviam pensado em atear fogo no carro, porém, ficaram com medo de serem descobertos e ao abrirem o porta-malas viram que Solon estava desfalecido, aparentemente morto. Foi nesse momento que decidiram incendiar o carro.

Durante a reconstituição, Mirian e Jean confirmaram que ambos atearam fogo no veículo. Jean teria encontrado um frasco de perfume no porta-luvas. Ele tentou incendiar o carro, mas o fogo não pegou. Na sequência, Mirian pegou alguns papeis no porta-luvas, molhou com o perfume e conseguiu incendiar o carro. Com muita frieza, Mirian relatou que se afastou do carro enquanto ele ardia em chamas. Chegou inclusive a ouvir barulhos, provenientes do estouro dos pneus e confirmou ao delegado que a todo momento, enquanto estava no porta-malas, Solon implorava pela vida e era constantemente ameaçado de morte.

No Motel

Em certo momento, Mirian vomitou no taxi e sujou suas roupas. Foi quando ela decidiu vestir a jaqueta da vítima e depois seguiram à pé para um motel, localizado nas proximidades do local onde o carro foi incendiado. Eles consumiram mais drogas durante a hospedagem e permaneceram até o dia seguinte ao crime. De manhã, pediram uma porção de batatas e um copo de leite com café, pagando então pelas despesas a quantia de R$ 85, pagos com o restante do dinheiro roubado da vítima, haja vista terem gastado também na compra de drogas.

O casal voltou para a cidade de carona com o proprietário do motel.

Elucidação rápida do crime

Em poucos dias de investigação, a equipe de policiais comandada pelo delegado Adalberto Ceolin chegou até Mírian, que acabou confessando o crime e indicando Jean como partícipe, que também foi preso diante diligências policiais.  Jean confessou que no dia do crime estava armado de uma faca e logo no início de sua prisão confessou que foi Mírian quem desferiu as facadas em Solon.

Com total exclusividade, o Jornal de Itupeva acompanhou de perto a equipe de policiais civis de Itupeva, que em poucos dias conseguiu elucidar este crime brutal e levar os acusados à cadeia.

Comandaram a reconstituição o experiente delegado, Adalberto Ceolin, e o investigador chefe Vanderlei Euflozino, com a participação da equipe de investigadores da Polícia Civil de Itupeva e do perito criminal Suzaki, da Polícia Científica de Jundiaí.

O Jornal de Itupeva acompanhou o passo a passo da reconstituição.

Criminosos fazem a reconstituição acorrentados

Para a realização da reconstituição do assassinato do taxista Solon, a Polícia Civil de Itupeva preparou um forte aparato de segurança, que conta com viaturas e efetivo completo. Os acusados do crime, Mirian dos Santos Almeida e Mosquito (Jean de Almeida Domingos), participam dos trabalhos com as mãos e os pés acorrentados. A reconstituição começou na Praça São Paulo, onde Solon foi abordado. Na sequência os policiais foram até o Bairro Nova Era, onde a vítima foi morta e carbonizada.
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Saiba mais sobre o caso

O assassinato do taxista Solon Soares de Macedo aconteceu no dia 4 de agosto de 2017, dia em que as investigações foram iniciadas e diante  das evidências e provas encontradas, em poucos dias os acusados já estavam na cadeia.

Mirian dos Santos Almeida foi presa em flagrante delito na cidade de Cabreuva, pelo crime de tráfico de drogas e trazida para a cidade de Itupeva, onde foi questionada sobre o assassinato do taxista, uma vez que a polícia já tinha a informação que ela estaria envolvida no crime, junto com Mosquito. O crime, classificado pela polícia como ‘roubo agravado consumado seguido de morte (latrocínio), chocou Itupeva, cidade em que Solon era muito querido.

No ato da confissão dos réus, foi representado pela Prisão Temporária dos suspeitos junto ao Fórum da Comarca de Itupeva, que manteve a cautelar decretada. Mosquito e Mírian foram conduzidos ao Centro de Triagem de Campo Limpo e de Itupeva, onde permanecem presos. Caso sejam condenados, Mirian e Jean podem pegar uma pena de 30 anos de reclusão, prevista pelo crime de latrocínio.

A elucidação rápida do crime só se deu diante o trabalho sério de uma equipe profissional e competente, sob o comando do delegado titular, dr. Adalberto Ceolin, composta pelo investigador chefe Vanderlei Euflozino, Ricardo, Latorre, Renato, Amilcar, Spina e Odair.