Funcionários do Hospital de Itupeva podem entrar em greve

Por em 6 de dezembro de 2018
Jornal de Itupeva

Sindicato reage e pode deliberar hoje sobre greve em Itupeva. Falta de cesta básica e também do 13º salário motivaram convocação.

Os funcionários do Hospital Municipal de Itupeva foram convocados a participar de uma Assembleia Geral Extraordinária, que acontece às 18h30 de hoje, quinta-feira, dia 6, afim de tratar assuntos relacionados ao insucesso referente às negociações para a celebração de Acordo Coletivo de Trabalho junto à Associação Paulista de Gestão Pública – APGP -, empresa que administra o Hospital Maternidade ‘Nossa Senhora Aparecida’, de Itupeva.

Entre os assuntos a serem discutidos entre o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Campinas e Região e os funcionários do hospital estão a ausência de pagamento da primeira parcela do 13º salário referente a 2018 e o não fornecimento da cesta básica referente ao mês de novembro. Caso as irregularidades não sejam sanadas até o próximo dia 10, será deflagrada greve a partir do dia 11 de dezembro, quando o hospital pode ficar sem atendimento.

O Edital de Convocação, assinado por Beatriz Lúcia de Castro, diretora Presidente da Subsede Jundiai, foi afixado junto ao relógio de ponto, bem como nos quadros de avisos e portarias do Hospital de Itupeva, nos termos do Estatuto Social da entidade social, em seu artigo 3º, parágrafo 1º, alínea ‘b’.

Denúncias

Não é de hoje que os funcionários de Itupeva se mostram descontentes com a administração dos trabalhos, por parte da Associação Paulista de Gestão Pública (APGP). Ainda no início de novembro, o Jornal de Itupeva recebeu algumas denúncias que informavam que ‘as coisas não estavam boas no Hospital de Itupeva’.

As denúncias alertavam que o pagamento dos funcionários estaria sendo feito em constante atraso e o FGTS não estaria sendo depositado corretamente. Segundo o contrato de trabalho, o repasse dos vencimentos aos funcionários do Hospital Municipal de Itupeva deveriam acontecer impreterivelmente até o 5º dia útil de cada mês, porém, as denúncias afirmam que os repasses estariam acontecendo entre os dias 17 e 23 de cada mês.

“Isso é um absurdo. Veja bem, fiquei até o dia 23 de novembro sem receber o pagamento. E não foi só eu, foram todos os funcionários. Também estamos tendo problemas no recolhimento do FGTS, onde um mês é recolhido e depositado e os demais estão ficando sem depositar. O INSS todos os meses é descontado, porém não é feito o pagamento do mesmo. Estamos a ponto do desespero, porque não sabemos mais o que fazer e a prefeitura não se posiciona a cobrar a empresa, para nos ajudar a receber o pagamento na data certa. Aí fica nesse chove não molha. Ficam duas perguntas no ar: porque devemos nos sujeitar a tamanha humilhação? Trabalhamos 30 dias e não recebemos por pirraça ou por falta de honestidade da empresa que a prefeitura contratou?”, comentou indignado um dos funcionários.