Dupla é detida pichando o antigo Bradesco em Itupeva

Por em 18 de janeiro de 2019
Pichadores são detidos durante a madrugada em Itupeva

Por volta das 2 horas da madrugada desta sexta-feira, dia 18 de janeiro, a equipe de Policiais Miliares composta pelo cabo Fernando e soldados Mayumi, Feitosa e Fernandes realizava patrulhamento ostensivo e preventivo pela avenida Brasil, quando à distância observaram dois indivíduos em atitude suspeita. Os elementos estavam em frente ao prédio do antigo banco Bradesco, na Avenida Brasil, centro de Itupeva.

Ao perceberem a aproximação da polícia, a dupla demonstrou nervosismo e correram em direção à rua Jundiaí. A viatura seguiu no encalço dos elementos, que acabaram interceptados na rua Hidelbrando Ferraz.

Ao serem indagados sobre o motivo de terem corrido, os indivíduos, que estavam com as mãos cobertas por uma tinta na cor amarela, confessaram que haviam acabado de pichar a fachada de um prédio da avenida Brasil e por isso estavam fugindo. Eles confessaram, também, que esta não era a primeira vez que pichavam prédios em Itupeva, tendo já emporcalhado fachadas de prédios públicos, privados, praças e outros. Ao contrário de grafiteiros, que usam tinta spray e muita inteligência para trazer vida a muros e paredes em forma de arte reconhecida, os elementos tem por prática emporcalhar a cidade com rabiscos quase sempre incompreensíveis.

Com os indivíduos abordados, os policias foram até o antigo prédio do banco Bradesco, hoje em reforma para receber um novo empreendimento comercial, e constataram que as pichações haviam sido feitas na cor amarela, idêntica às manchas contidas nas mãos dos elementos.

A audácia dos pichadores, que muitas vezes arriscam a própria vida escalando locais altos, considerados de riscos, para concluir o ‘serviço porco’, muitas vezes surpreende até mesmo os policiais.

Segundo o cabo Fernando, do 2º Pelotão de Polícia Militar de Itupeva, a dupla flagrada escalou uma banca de jornal das proximidades, seguiram pelo telhado de três lojas até conseguirem chegar à antiga agência bancária, onde realizaram as pichações.

Durante ‘serviço de péssima qualidade’, os pichadores só não sofreram ferimentos graves devido o prédio possuir laje por baixo do telhado, já que durante o ato algumas telhas quebraram com o peso dos indivíduos, do contrário eles teriam sofrido uma queda de aproximadamente 15 metros de altura, colocando em risco a própria vida.

A dupla foi conduzida à Delegacia de Polícia de Itupeva onde ficou constatado que um dos indivíduos, identificado pelas iniciais J.O.C, morador do Jardim Alegria, em Itupeva, já possuis três passagens pelo mesmo motivo: pichação.

Já o segundo indivíduo, identificado pelas iniciais R.M.S, morador da Vila São João, a princípio não possuía passagens anteriores. Ambos assinaram Termo Circunstanciado e responderão em liberdade até segunda ordem, cabendo ao proprietário do prédio arcar com o prejuízo causado em seu telhado pelos indivíduos, bem como a cobertura do serviço porco que a dupla deixou na fachada de seu prédio.

No Brasil, a pichação é considerada vandalismo e crime ambiental, nos termos do artigo 65 da Lei 9.605/98 (Lei dos Crimes Ambientais), que estipula pena de detenção de 03 meses a 01 ano, e multa, para quem pichar, grafitar ou por qualquer meio danificar edificação ou monumento urbano.