Escoteiro de Itupeva escala a 5ª mais alta montanha do Brasil

Por em 14 de fevereiro de 2019
Escoteiro de Itupeva escala a 5ª mais alta montanha do Brasil

O escoteiro Luiz Carlos Izzo Jr, integrante do Grupo Escoteiro Itupeva, foi homenageado esta semana por experientes montanhistas do Brasil e também por guarda-parques do PNI – Parque Nacional do Itatiaia.

O motivo foi sua brilhante atuação ao superar os desafios impostos em uma das mais duras e desgastantes escaladas do país: o pico das Agulhas Negras, localizada no primeiro parque nacional do Brasil, no Rio de Janeiro (assista o vídeo abaixo).

A expedição do jovem aventureiro aconteceu no último final de semana, dias 9 e 10 de fevereiro, quando demonstrou muita força, garra e determinação para chegar ao cume do quinto pico mais alto do país, com 2.791,55 metros de altitude.

A trilha que leva ao topo desta montanha, que tem mais de 65 milhões de anos, é bastante procurada por alpinistas, montanhistas e aventureiros. O trajeto de ida e volta do escoteiro itupevense até o ponto mais alto do cume de rochas pontiagudas durou cerca de 8 horas e segundo Luiz Carlos não foi nada fácil, já que foi desafiado por muitos desníveis e íngremes subidas, que em vários pontos precisam ser feitos com auxílio de cordas.

O Agulhas Negras é recomendado somente para pessoas com um bom preparo físico, já que em uma escala com cinco graus de dificuldade, o percurso é considerado de nível três, motivo pelo qual é exigido o acompanhamento de um guia de montanha.

Cordas e mosquetões são utilizados somente depois dos 2.400 metros de altitude, quando um grande paredão desafia o montanhista em sua primeira escalada, com pouco mais de 20 metros. O jeito é respirar fundo, segurar firme e formar um ângulo de 90 graus entre seu corpo e a parede. Depois de conseguir ficar ‘em pé’, o melhor é não olhar para baixo.

Já bem no alto da montanha, os menos experientes se mostram bastante ofegantes e em algumas áreas até mesmo aterrorizados diante a exposição e perigo extremo de queda em precipícios que passam fácil de 100 metros.

Mas a merecida vista compensa todo e qualquer esforço. A sensação de alívio ao chegar ao topo é muito grande, pois a paisagem é exuberante. Lá do alto se tem a melhor vista para o Maciço das Prateleiras e também para o Morro do Couto, que é o 8º cume mais alto do Brasil.

O cume do Agulhas Negras é formado por um solo de rochas claras, cheio de ondulações e orifícios causados em sua maioria por raios, e que lembra fácil o relevo lunar. O retorno à planície é feito já no meio da tarde. Apesar da descida ser mais fácil, o frio logo chega e a neblina também aparece. Por isso, para aproveitar até a reta final da caminhada são indispensáveis luvas, casaco impermeável e um gorro.

Na portaria do Parque, o escoteiro foi abraçado e parabenizado pelos guardas parques. “É muito raro ver um jovem com 14 anos conseguir chegar no ponto mais alto das Agulhas Negras. Pra falar a verdade não me lembro de ter presenciado a escalada até o cume por alguém dessa idade. Você está de parabéns, disse Sérgio Silva, um dos guarda parque do Itatiaia.

Todo o trajeto do escoteiro foi acompanhado de perto pelo seu pai, Luiz Carlos Izzo, montanhista que já escalou praticamente todas Os 20 mais altos picos do Brasil, os vulcões da cordilheira vulcânica da América Central e também três das mais altas montanhas do mundo, entre elas o Aconcágua, na Argentina (6.962m); o Elbrus, na Rússia (5.642m) e o Kilimanjaro, na Tanzânia (5.895m).

“Meu filho acaba de completar 14 anos, mas desta vez quem ganhou o presente foi eu. Vê-lo chegar ao cume do Agulhas Negras, o 5º mais alto do Brasil ao meu lado foi emocionante. Agora, já estamos preparando um novo desafio para ele: vamos reservar um feriado para ir até o Estado do Espírito Santo, onde vamos escalar o Pico da Bandeira, o 3º mais alto do país. Depois daremos um passo ainda maior, iniciando-o em alta montanha”, disse.