VRB promove o 1º Desafio de Sobrevivência do Brasil

Por em 7 de maio de 2019
Escola de Sobrevivência promove o 1º Desafio de Sobrevivência do Brasil

A Via Radical Brasil, Cursos e Esportes Radicais, delegação oficial IASA no Brasil (International Adventure & Survival Association), especializada em cursos de sobrevivência, promoveu, entre 2 e 5 de maio, um desafio de sobrevivência na mata com a infiltração de 8 participantes. O evento ocorreu na região da Represa do França em Juquitiba São Paulo.

O desafio é inédito no Brasil e consistia em aprimorar e desenvolver novas técnicas de sobrevivência em quatro dias, testando os conhecimentos e técnicas de vida na mata e bushcraft. Aos participantes foram permitidos o uso de apenas 2 itens a escolha. Todas as atividades foram acompanhadas de perto por instrutores capacitados para atividades de sobrevivência na selva, com coordenação do coronel do Exército Brasileiro, Marcelo Montibeller Borges, especialista em esportes radicais.

As áreas de atuação e permanência dos grupos foram delimitadas e monitoradas por câmeras e drones, para o acompanhamento total das ações, possibilitando à direção da VRB o controle total das atividades e uma melhor avaliação dos participantes. Para o desafio, todos foram devidamente assegurados por convênio médico e passaram por avaliação de saúde antes, durante e após o evento.

O Desafio
Os participantes foram subdivididos em duplas ou individualmente e passaram por uma revista pessoal e avaliação de equipamentos, com a permissão de utilização de apenas dois itens de sobrevivência. A prova começou à noite e com infiltração à nado, até que todos alcançassem suas respectivas embarcações. De posse de croquis com a marcação das áreas de exercício, as duplas precisaram demonstrar técnicas e conhecimentos de orientação para encontrarem suas bases, as quais foram locadas no terreno distantes uma das outras, afim de não possibilitar o contato entre os participantes.

Como o desafio aconteceu em área remota, todos precisaram colocar seus conhecimentos à prova, escolher a área e construir seus abrigos, encontrar e tratar água, buscar alimentos, conseguir fogo e driblar as intempéries, resistindo, principalmente, à chuva e ao frio das madrugadas. O Desafio Radical terminou no domingo, com brevetação e certificação dos participantes que conseguiram finalizar o difícil exercício.

Para o organizador do Desafio Radical Brasil e instrutor chefe da VRB, coronel Montibeller, promover um exercício desta magnitude foi um grande desafio.

“Logisticamente, a montagem de um evento deste porte envolve um planejamento demorado e minucioso, digno de uma verdadeira guerra. A segurança sempre foi a tônica número um de todos os nossos eventos. Formas de atendimento médico, meios de evacuação, rede hospitalar, primeiros socorros e suporte básico formaram os critérios para a localização do desafio e montagem do cenário. Contextualizar um desafio, para antigos alunos, de idades e culturas desiguais, requer estudo local e muitos reconhecimentos. Partimos do princípio que por se tratar de uma represa, deveriam existir barcos para a exploração ou meios de flutuação. Se tem água, tem que ter natação usando os meios disponíveis. Assim, decidimos que o evento seria contextualizado num pescador, munido de apenas sua roupa do corpo e de mais 2 itens de sobrevivência. A escolha do local (área de estacionamento – AE) dos candidatos foi muito bem estudada, planejada exaustivamente, usando toda a tecnologia disponível: basecamp Garmin, google earth, OCAD, receptores GNSS, cartas topográficas, drones, croquis, banners e reconhecimentos presenciais. É muito importante, num evento deste porte, prever os locais exatos para futuras evacuações médicas. Todos os integrantes tiveram seus dados biométricos auferidos na hora da chegada e também por término. Os níveis de glicose, pressão cardíaca, batimentos, FCM/FCE e peso formaram um rol de conhecimentos precisos sobre as particularidades de cada participante. Tínhamos a total certeza de como seria o desafio para cada um dos desafiados.
Com o estudo detalhado do terreno, da fatoração das condições climáticas, do conhecimento de cada aluno, tudo isso aliado a um trabalho logístico bem elaborado, chegamos ao término do evento com 100% de aproveitamento e sem nenhum incidente. Quero aproveitar a oportunidade para parabenizar todos os envolvidos e particularmente aos meus instrutores André Lopes Antunes Rodriguez, Cezar Yukio, Pedro Quintanilha, senhor Paulo (proprietário das terras), senhora Vera e senhor Aristides (caseiros) pela qualidade do empenho, da prestação do atendimento e da lealdade à VRB”, finalizou o Coronel Montibeller.

O médico veterinário, Marcos Bruder, morador da cidade de Sorocaba, foi um dos participantes do Desafio e elogiou a organização do desafio. “O evento foi um show de logística e os organizadores demonstraram muita preocupação com a segurança e a integridade dos participantes. Fiquei muito satisfeito com o evento e com certeza estarem presente no Desafio Radical 2020.”

O autônomo Lucas Teles, escalador e trilheiro, veio de Belo Horizonte/MG exclusivamente para participar do Desafio. “Agradeço imensamente a todos da VRB por essa oportunidade de crescimento, autoconhecimento e superação. Não é fácil organizar algo com uma estrutura tão boa. Deixo aqui meu agradecimento por todo o esforço empregado para o acontecimento deste desafio. Todas as dicas de vocês, além de todas as instruções de curso foram primordiais para nos fazer prosperar”, disse o aluno também possuidor dos cursos básico, intermediário e avançado de sobrevivência.

O Lúcio Engler (proprietário da SCUBATEC) também parabenizou a realização do evento. “A constante mudança de planos durante a realização do Desafio é muito interessante e nos força a planejar e decidir rapidamente sobre o que fazer. Parabéns a todos pela realização, em especial pelo trabalho psicológico desenvolvido antes e durante o Desafio”, disse.

Já para o jornalista Luiz Carlos Izzo, de Itupeva/SP, a Via Radical Brasil transmite muita segurança em suas aulas, que são ministradas por instrutores experientes. “Os conhecimentos obtidos nos cursos com a VRB são fundamentais para as atividades que pratico, principalmente em trilhas e alta montanhas. Certamente sou presença garantida no Desafio Radical 2020”, disse.

Conheça a VRB
A Via Radical Brasil – VRB – é uma empresa especializada em esportes radicais e consultoria técnica, também Delegação oficial da IASA (International Adventure & Survival Association), com coordenação no Brasil pelo coronel Marcelo Montibeller Borges, especialista em cursos de sobrevivência, com treinamento em desenvolvimento profissional e gerencial.  Está localizada na capital SP desde 2005, atuando de forma estruturada na educação ambiental, na condução dos esportes de aventura e no atendimento corporativo.

A VRB possui uma equipe de instrutores – militares e civis – atentos à evolução dos esportes radicais e de aventura. Seus conhecimentos permeiam as áreas de montanha, selva, matas, ambientes aquáticos, de fácil ou difícil acesso.  Destaca-se nas áreas de resgate em ambientes hostis (mata e altitude), rapel (cursos e descidas), atendimento pré-hospitalar, sobrevivência (adaptação à vida na mata) e navegação terrestre (bússolas, GPS e coordenadas).  A VRB possui bases de campo em Mogi das Cruzes, na Serra da Cantareira, em Juquitiba e Resende RJ.

Comissária de bordo se destaca em Desafio de Sobrevivência

A comissária de bordo, Rosemary Martins Miotelo, 34 anos, moradora da cidade de São Paulo, foi a primeira e única mulher a integrar o Desafio de Sobrevivência da Via Radical Brasil. Ela conheceu a escola por meio de amigos relacionados a aviação e contou ao Jornal de Itupeva como surgiu o interesse em um curso de sobrevivência e também de sua experiência na participação do Desafio Radical.

“Meu interesse em fazer um curso de sobrevivência na selva surgiu no final de 2014, quando eu estava concluindo o curso de Comissária de Bordo. Eu estudava em casa sobre alguns acidentes aéreos e um deles em específico me chamou a atenção. O voo 254 da Varig, que teria como rota Marabá/Belém e levava à bordo 48 passageiros e 6 tripulantes acabou tomando sentido contrário a seu trajeto e acabou caindo, matando 12 pessoas. E o que me chamou a atenção nesta tragédia foi que alguns dos mortos não morreram exatamente por conta da queda da aeronave, mas sim por não terem conhecimentos necessários que possibilitariam a sua sobrevivência na selva, até a chegada de um possível resgate. Ao contrário do que muita gente pensa, sobreviver em um ambiente totalmente de mata fechada, onde não se tem nenhum tipo de recurso, é muito difícil mas não impossível. Se você tem algum tipo de conhecimento, por menor que ele seja, já fará uma enorme diferença”, conta.

Rosemary iniciou o curso de sobrevivência com a Via Radical Brasil, Cursos e Esportes Radicais, delegação oficial IASA no Brasil (International Adventure & Survival Association), que é uma escola especializada em cursos de sobrevivência. Ela também falou ao Jornal de Itupeva das etapas superadas e um pouco do que aprendeu nos cursos.

“Iniciei o curso de sobrevivência na selva pela Via Radical Brasil, do Nível Básico até o Nível Avançado, onde obtive muitos conhecimentos em praticamente todas as áreas. Coleta de alimentos vegetais e animais, como fazer a filtragem correta da água, limpeza e preparação de alimentos usando somente meios naturais, construção de abrigos, uso de nós e amarração usando cipós, orientação com uso de bússola, GPS ou até mesmo sem uso de absolutamente nada somente pela orientação do sol ou mesmo da lua e das estrelas, noções básicas de mergulho e rapel e também noções básicas e necessárias de primeiros socorros, além da melhor forma de estudar um terreno para se fazer uma clareira na selva, facilitando a obtenção de um possível resgate”, completa.

A comissária de bordo também afirma que o curso de sobrevivência traz uma grande experiência e conhecimentos incríveis que se leva para a vida toda. Ela também contou como foi o convite para integrar o primeiro Desafio Radical de Sobrevivência do Brasil.

“Fiquei surpresa ao receber o convite do coronel do Exército Brasileiro, Marcelo Montibeller, mas não pensei duas vezes e no intuito de testar meus conhecimentos em todas as áreas da sobrevivência decidi aceitar o desafio. E por fim fiquei muito feliz em ter conseguido superar todas as dificuldades e finalizar o exercício com sucesso. A VRB é uma empresa especializada nesta área, à qual eu indico para todos que desejam realizar um curso de sobrevivência completo. Os instrutores são realmente capacitados em todas as áreas de atuação e a preocupação com a saúde e a segurança dos envolvidos são prioridades do curso e até arriscaria a dizer que são os pontos mais importantes de toda equipe”.

Rosemary finaliza com elogios à equipe da Via Radical Brasil e se diz estar emocionada por ter sido a primeira mulher a participar e concluir com êxito o 1º Desafio Radical de Sobrevivência do Brasil. “Deixo registrado o meu profundo agradecimento a todos da VRB, empresa que sempre nos proporciona cursos e diversas atividades que sempre nos faz aprender muito além do esperado. Não tenho palavras para descrever a minha felicidade em ser a primeira mulher a participar e concluir todo o Desafio com êxito. Essa conquista só foi possível graças a competência empenhada e dedicada de cada instrutor em cada curso que participei desta instituição. Mais uma vez muito obrigada e que venham mais Desafios como este. Com certeza, estaremos juntos novamente em 2020.