Delegado prende assassino de cinegrafista do exército

Por em 30 de janeiro de 2014
Jornal de Itupeva

24 Horas após a morte do cinegrafista do exército, a Polícia Civil de Itupeva identifica e prende o autor do crime.  O motoboy, Fábio de Souza Pereira, 25 anos, está na cadeia.

O setor de investigação e inteligência da Polícia Civil de Itupeva, comandado pelo delegado titular, Elias Evangelista Junior, e pela investigadora chefe, Carla Branco, precisou de apenas de 24 horas para identificar e prender o autor do tiro que matou o cinegrafista do exército, Luciano Magnus de Almeida Santos, 42 anos, morador do Jardim Samambaia, em Itupeva.

Em entrevista com o Jornal de Itupeva, na manhã desta quinta-feira, dia 30, o delegado falou sabre o caso e ressaltou sobre a agilidade nas investigações, que culminaram com a identificação do autor do homicídio em menos de 24 horas.

Diante as investigações, os policiais chegaram ao autor do homicídio que acabou confessando o crime. O delegado acredita que o nervosismo entre as partes levou ao crime.

Após tomarem ciência do ocorrido, a equipe de investigação passou a trabalhar em cima do caso, no intuito de identificar o assassino. Publicações de uma testemunha em uma rede social e a numeração da possível placa do veículo Astra, utilizado pelo autor do disparo, que foi anotada pela esposa da vítima, também ajudaram a polícia nas investigações.

Com a numeração anotada, foi possível chegar ao proprietário do veículo. Após descobrirem o endereço do proprietário os investigadores, Spina, Maycon e Odair foram até a residência e encontraram o dono do veículo que informou à polícia que o carro teria sido utilizado na tarde do último domingo, dia do ocorrido pelo seu filho, Fábio de Souza Pereira, 25 anos, que na ocasião estaria trabalhando em São Paulo, como motoboy.

Os policiais foram até a empresa, para a qual o acusado presta serviços, sendo confirmada a versão do pai, que acompanhou os policiais até a delegacia, onde foi informado sobre o ocorrido. Em contato com o filho, junto aos policiais, o pai o convenceu a se entregar.

Fábio declarou que, por volta das 14 horas de domingo, pediu o carro emprestado para o pai para ir até um churrasco com sua família e que logo após o evento buscaria seu pai no trabalho. Disse ainda que passou na residência onde pegou sua família e seu revólver, quando seguiu para o churrasco, no parque dos Cafezais.

Certo tempo depois, ele retornou e deixou os familiares em sua casa, quando foi devolver o veículo ao pai, porém, ao passar pelas proximidades da rua Emancipadores o Município, foi fechado por uma motocicleta Kawasaki, de cor verde, na ocasião ocupada por duas pessoas. Nervoso, ele disse que também ‘fechou’ a motocicleta, que passou a segui-lo.

Já nas proximidades do parque da Cidade, ele novamente foi fechado pela moto, que parou na frente do veículo dirigido por ele, e que o condutor da moto desceu e desferiu-lhe um soco no rosto, tendo se identificado como Polícia (autoridade). Ainda em depoimento, o acusado disse que nesse momento o condutor da moto levou a mão nas costas, na altura da cintura, levando o motorista do Astra a pensar que ele sacaria uma arma, momento que Fabio, empunhou seu revólver, que estava embaixo do banco do passageiro e efetuou um disparo contra o motociclista, que caiu.

Após o disparo, o autor fugiu do local, levando o carro para seu pai e posteriormente retornou para sua casa, onde escondeu a arma debaixo do banco de uma motocicleta.

Devido estar fora da situação de flagrante, ele não recebeu a voz de prisão momentânea, porém, ao apresentar a arma do crime, com numeração suprimida, recebeu a voz de prisão, por PORTE ILEGAL de arma, sendo recolhido ao Centro de Triagem de Jundiaí, onde aguarda, à disposição da Justiça.

De acordo com o delegado, devido o crime que levou o cinegrafista à morte, Fábio foi indiciado por homicídio qualificado (motivo fútil) e pelo crime de porte ilegal de arma de fogo.

Esposa da vítima

Na versão da esposa da vítima, o Astra chegou a colidir contra a motocicleta de seu esposo, fato que poderá ser comprovado pela perícia, para verificar se a marca na cor verde, encontrada no para-lamas, corresponde à colisão citada e se existem vestígios de pólvora no carro.

O Jornal de Itupeva não teve acesso à foto do acusado.