Museu Histórico de Itupeva recebe Exposição Internacional

Por em 30 de maio de 2014
Jornal de Itupeva

A Prefeitura, por meio da secretaria de Agricultura e Turismo, traz para a cidade a Exibição Internacional de Arte Verdade, Benevolência e Tolerância, que já foi apresentada em mais de 40 países e 200 cidades, despertando grande interesse e aceitação do público nos cinco continentes, e ficará disponível para visitação da população no Museu Histórico de Itupeva.

“Temos usado o espaço do museu não só para preservar a história da nossa cidade, mas também para enriquecer a cultura e valorizar a arte. É uma opção a mais que o itupevense tem de ampliar seus horizontes culturais”, afirmou o prefeito.

A exibição, que tem o objetivo não apenas de entreter o público, mas também provocar reflexões sobre a condição humana no mundo atual e, ao mesmo tempo, mostrar o otimismo, a coragem e a retidão que emergem diante de adversidades, reúne quadros de mais de 18 artistas, a maioria chineses exilados na América do Norte por serem praticantes da meditação “Falun DaFa”. O foco da exibição é expor a perseguição ao Falun DaFa na China, entretanto as obras também ajudam outros grupos a serem libertados de suas privações como os Budistas Tibetanos, Católicos Romanos, Protestantes, Uigures, Advogados e Ativistas de Direitos Humanos, grupos que atualmente são perseguidos pelo regime chinês.

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As obras são carregadas de significados internos, abordam questões cruciais e vigentes na sociedade contemporânea, como a liberdade de consciência, de expressão e de crença e, principalmente, a situação dos prisioneiros de consciência na China e sua resistência pacífica dentro e fora desse país.

“Essa é uma exibição única, que une dois conceitos distintos numa única mostra. É uma grande satisfação podemos contar com uma exposição desse porte em nossa cidade”, explica o secretário de Agricultura e Turismo, Wilson Maruzzo, se referindo às técnicas utilizadas nas pinturas: ocidental, do realismo e hiper-realismo, que enfatizam a perfeição da forma e a precisão do pincel; e o conceito da arte oriental, que abrange a transmissão de valores e conceitos, acima da beleza do objeto e da cena.

Coordenador da Exibição, o professor Kunlun Zhang, dá mais detalhes sobre a Mostra: “Nossa arte vem de um coração puro e nosso trabalho reflete a nossa experiência pessoal. A arte é capaz de influenciar significativamente a forma como as pessoas pensam e também se conecta diretamente com a moralidade humana. E como as duas interagem entre si”.

Com estreia programada para sexta-feira, 6 de junho, a Exibição Internacional de Arte Verdade, Benevolência e Tolerância estará no Museu Histórico de Itupeva, localizado na Praça São Paulo, nº 2; de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. A entrada é gratuita.

Sobre o Falun Dafa

Falun Dafa, também conhecido como Falun Gong, é uma prática milenar de cultivo de natureza e vida, originária da China. A prática é composta por cinco exercícios que consistem em movimentos lentos e suaves e inclui a meditação, os quais reequilibram a energia e melhoram a saúde física e mental. No oriente são conhecidos como qigong. O aprendizado é sempre gratuito e seus membros são todos estudantes voluntários, que buscam cultivar o próprio coração para melhorar seu caráter moral e forja virtudes e sabedoria de acordo com os princípios universais de Verdade, Compaixão e Tolerância.

Falun Gong é praticado por pessoas de todas as idades, culturas, religiões, ocupações e de diferentes esferas sociais em mais de 114 países ao redor do mundo.

Em 1999, o Partido Comunista Chinês, que prega o ateísmo e não vê com bons olhos qualquer movimento que enfatize o cultivo espiritual e/ou a preservação das tradições morais e culturais, ordenou a perseguição dos praticantes de Falun DaFa que, na época, chegavam a 100 milhões de chineses, enquanto o próprio regime tinha cerca de 65 milhões de afiliados.

Além de serem perseguidos e presos, os praticantes de Falun Gong são sentenciados a campos de trabalho forçado e torturas e muitos têm sido vítimas da extração ilegal de órgãos enquanto ainda vivos para a comercialização em transplantes, segundo relatórios apresentados à ONU e ao Parlamento Europeu.

Atualmente, foram confirmadas 3.750 mortes sob custódia policial, de acordo com o site Minghui.org. Segundo dados da ONG Missão Global para o Resgate dos Praticantes do Falun Gong Perseguidos, o número real de mortos pode ser superior a 20.000.