Polícia esclarece homicídio e prende acusado

Por em 23 de dezembro de 2014
Adão confessou o crime.

A Polícia Civil já sabe quem matou o pedreiro, Damião da Silva Araujo, morto a tiros na estrada da Fazenda Santa Maria da Posse, no bairro da Mina, na noite de 20 de setembro de 2014.

Os investigadores Junior, Cruz, Diclei e Amilcar, da Delegacia de Polícia Civil de Itupeva, juntamente com o delegado titular, Elias Ribeiro Evangelista Junior e com a investigadora chefe, Carla Branco, em um destacado trabalho de investigação durante os últimos dias, chegaram ao autor do crime que vitimou o pedreiro Damião.

Assim que souberam do crime, os policiais deram início às investigações para tentar desvendar a autoria e o motivo do assassinato.

De acordo com os investigadores, a vítima teria pedido socorro em uma residência e antes de morrer revelou que teria sido alvejado por um homem de pré-nome, Adão, que também seria pedreiro e que trabalhavam juntos.

Os policiais trabalharam em cima dessa informação e chegaram à identidade de Adão Vicente Modesto, morador de Itupeva, até então acusado pela polícia da autoria do crime.

Na tarde da última quinta-feira, dia 18, Adão foi encontrado no local de trabalho, quando o mesmo foi informado da acusação.  No primeiro momento ele teria negado aos policiais a autoria do crime, porém, afirmou que havia uma arma de fogo em sua residência, mais precisamente um revólver calibre 38, que estaria guardado no armário de sua casa.

O pedreiro levou os policiais até o local, que confirmaram a existência da arma, que estava com a numeração raspada, além de certa quantia em munições. O acusado recebeu voz de prisão pelo porte ilegal de arma de fogo e foi conduzido à delegacia, onde novamente foi questionado sobre o crime, momento em que decidiu confessar.

Durante interrogatório, ele disse que trabalhou com a vítima em uma obra e cabia a ele receber e repassar parte do dinheiro a Damião, porém, passado um mês ele não tinha o dinheiro para pagá-lo e ofertou um parcelamento, que não foi aceito pela vítima.

Passado algum tempo, ele passava pela rua principal do bairro Nova Monte Serrat e teria convidado Damião para ‘tomar umas geladas’, seguindo até um posto de combustíveis localizado na rodovia Vice-prefeito Hermenegildo Tonoli, em Jundiaí.

Damião desembarcou do veículo e retornou com alguns tubetes de cocaína. Após tomarem algumas cervejas, eles retornaram para Itupeva e Damião o teria chamado para tomar mais cerveja, em uma pousada localizada na via Valdomiro Bertassi, no bairro da Mina, em Itupeva.

Depoimento

Damião foi morto com vários tiros

“Quando chegamos na entrada da pousada, Damião disse que o movimento estava fraco e falou para continuarmos em frente, no sentido Centro da cidade. Andamos cerca de 10 quilômetros por uma estrada de terra e por não conhecer o local decidi retornar. Nesse momento, Damião pediu para que eu parasse o carro para ele fumar um cigarro. Eu parei e enquanto ele fumava eu fui urinar na beira da estrada e ao retornar para o carro Damião sacou de um revólver. Acredito eu que era um ‘três oitão’, apontando em minha direção, dizendo que iria me matar e em seguida atear fogo em meu carro, tomar minha casa e mexer com minha família. Pedi pelo amor de Deus para ele não atirar, porém, percebi que ele vacilou  baixando a cabeça e eu não pensei duas vezes. Entramos em luta corporal e eu consegui tirar a arma dele. Bastante assustado e com medo de morrer,  sem pensar acabei efetuado o disparo. Eu vi ele correr, mas não vi se havia acertado. Continuei correndo atrás dele e efetuei outros disparos e acertei e vi quando ele caiu sobre o solo. Me lembro que ele virou em minha direção, como se ainda fosse correr para cima de mim e nesse instante fiz outros disparos. Após isso, joguei a arma no meio da mato, peguei meu carro e voltei para a cidade’’ relatou Adão ao delegado Elias Evangelista.

Ainda de acordo com o depoimento de Adão, passados alguns dias surgiu um comentário que irmãos da vitima se vingariam e o matariam.

Com muito medo, em um determinado dia ele foi procurado por um rapaz que pedia por serviço.  “Ele me disse que precisava de dinheiro e me ofereceu o revólver no valor de R$ 1.700,00. Com medo, eu decidi comprar a arma e as munições”, finalizou Adão, dizendo também que a arma apreendida em sua residência não é a mesma que ele atirou em Damião.

Cães farejadores
Com auxilio do canil da GCM de Cabreuva, os policias foram até o local onde ele disse ter dispensado a arma.
Os cães farejaram o local, porém, nada foi localizado.

O delegado solicitou pericia na arma encontrada com o acusado e aguarda a chegada do laudo.

Eles querem ter a certeza se foi ou não a arma usada no crime.

Adão foi recolhido ao Centro de Triagem de Campo Limpo Paulista e responderá pelo crime de porte ilegal de arma e homicídio.