17º Encontro Nacional reúne “griteiros” em São Paulo

Por em 30 de abril de 2015
Jornal de Itupeva

Para debater e fomentar ações para o Grito dos Excluídos 2015, que tem como tema, aprovado anteriormente: “Que país é este que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”

O Centro de Formação Sagrada Família (Paulinas), no Bairro do Ipiranga, em São Paulo, sediou de 24 a 26 de abril o 17º Encontro Nacional do Articuladores do Grito dos Excluídos, que neste ano traz para a discussão um tema forte, ligado diretamente com o anseio do povo nas ruas.

Para tanto,  agentes articuladores do Grito de vários Estados, após a abertura dos trabalhos no dia 24, tiveram um momento de reflexão sobre a conjuntura a partir do local, seguido de trabalho em grupo.

Num segundo momento o padre Ary Reis falou sobre a Conjuntura Eclesial, o advogado Anton Fon Filho falou sobre a Conjuntura Atual e a jornalista Veridiana Alimonti, do Coletivo Intervozes falou sobra Democratização da Mídia.

As duas falas iniciais tiveram por objetivo levar aos participantes informações/provocações sobre a primeira parte do tema Que país é este que mata a gente. Já a jornalista Veridiana Alimonti, falou sobre o momento atua da mídia no Brasil, referente a segunda parte do tema Que a mídia mente e nos consome?

O dia terminou com exposição de falas sobre os gritos realizados pelos Estados. O dia 25 começou com um histórico sobre o Grito, como nasceu e o caminho percorrido até aqui. A seguir a pauta foi sobre os eixos do Grito 2015, seguido de trabalhos em grupos para construção do material referente e cada eixo.

A parte da tarde começou com as contribuições de ideias de como realizar o 21º Grito e exibição de vídeo feito pelo coletivo Rede Rua sobre como foi realizado o 20º Grito. Retomadas as falas contributivas sobre a realização do 21º Grito surgiram as ideias colocadas a todos no sentido de torná-lo dinâmico, de linguagem objetiva e direta ao público.

Foi falado também da necessidade de melhorar o contato com a Secretaria Geral, e em seguida falas abertas a Plenária. Muitas e boas contribuições, informações e esclarecimentos. Falando sobre os 21 anos de Grito, Ari Alberti falou que o Grito não tem e deve continuar sem estrutura. Ari disse que como o país é de enorme dimensão, cada Estado tem suas particularidades tornando difícil uma estrutura única para todos.

Já a Cristiane Costa, do Centro Jesuíta de Cidadania e Ação Social de Cuiabá/MS, em sua fala fez um momento de corte na própria carne dizendo que é necessário voltar a falar às bases, e deixar de falar só entre os griteiros. Colocada a sugestão de como levar mensagem ao público, que entende o que a televisão “fala”, mas não entende a mensagem que os agentes e articuladores estão falando. É preciso rever a linguagem.

O dia foi encerado com a Noite Cultural com a partilha de comidas típicas e um resgate da contação de histórias, piadas, músicas de roda, músicas raízes e muito bom humor dos participantes, com apresentação da Maria de Jesus, mostrando o sentido do Grito, que é a união de todos nas lutas e nos momentos de interação, de resgate da cultura popular existente pelo Brasil afora.

O dia 26, começou com a apresentação da síntese geral dos trabalhos dos dias anteriores, com debates foram criados consensos e assumidos compromissos sobre atividades propostas para o 21º Grito, cantado e aprovado o Hino para o 21º Grito, entrega de material para as delegações dos Estados, compartilhamento de informes, encerramento com a Mística e bênção do Envio.

Animados e desejosos de lutar por um mundo melhor, os griteiros e griteiras voltaram aos seus Estados, onde de 01 a 07 de setembro vão gritar, em alto e bom som, por este Brasil afora: “Que País é este que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”

Reinaldo Oliveira