PM de Itupeva serve Força Nacional de Segurança nos Jogos Olímpicos

Por em 9 de setembro de 2016
Mesmo após se aposentador na Polícia Militar, Mazelli voltou à ativa e trabalhou nos Jogos Olímpicos junto à Força Nacional

O maior evento esportivo do planeta, os Jogos Olímpicos, a mais tradicional e antiga competição do mundo (teve sua primeira edição em 1896, em Atenas na Grécia), aconteceu há pouco tempo (agosto) no Brasil (Rio de Janeiro) e pela primeira vez no continente Sul-americano, ficando marcado na história do povo brasileiro e em especial de um cidadão itupevense, aposentado há um ano, Reinaldo Mazelli deixou a aposentadoria de Policial Militar de lado para servir mais uma vez o seu país, aceitando a missão Força Nacional de Segurança, FNS, junto com mais 3 mil PMs aposentados (junto com o Sargento Ricardo Campos, também de Itupeva), trabalharam durante todos os Jogos Olímpicos do Rio para garantir a segurança durante o evento.

Reforçando os mais os mais de 22 mil militares das Forças Armadas que aturam no Rio durante os Jogos, os PMs aposentados atuaram para a segurança de portais e a operação dos aparelhos raios-x das arenas olímpicas.

Conhecido em Itupeva por seu histórico de serviços prestados a cidade, entre eles: frustrar o assalto à agência bancária ou realizar prisões de traficantes; Mazelli conta que soube por um amigo (também PM aposentado) sobre a possibilidade de voltar à ativa, depois de um ano aposentado, durante os Jogos, se cadastrou e abraçou a missão.

Partindo do CFAP (Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças), em São Paulo, local onde aconteceu a concentração dos PMs aposentados, para a Força Aérea Brasileira e depois Rio de Janeiro, ficando praticamente o mês de agosto inteiro (de 2 a 28) na capital carioca.

Se revezando entre a segurança de portais e a operação dos aparelhos raios-x, Mazelli trabalhou muitas vezes 18 horas por dias e mesmo fazendo parte dos Jogos e conta que não teve tempo para acompanhar as modalidades, mas que mesmo assim não deixou de torcer pelos atletas brasileiros: “Era muito trabalho, sinceramente, não dava tempo de acompanhar nada, o tempo que nos sobrava era para descansar e se preparar para a próxima. Mesmo sem ter tempo de acompanhar o Brasil o coração sempre ficou torcendo por nossos atletas.”.

“A Força Nacional de Segurança é pacificadora e é regida pela Lei Internacional da ONU (Organizações das Nações Unidas), que é diferente da Lei regente no Brasil, ela é mais rígida, com muito mais obrigações a serem cumpridas, ela é mais complexa que a nossa (brasileira), isso foi um pouco complicado, às vezes as pessoas achavam que estávamos sendo chatos, mas na verdade estávamos apenas cumprindo a Lei e garantindo a segurança da todos”, destacou Mazelli, explicando desafio de aplicar uma lei diferenciada.

“A quantidade de espectadores foi maior do que a organização esperava, era muita gente, por isso o trabalho foi dobrado, mas nada que tenha estragado os dias em que eu estive lá, pelo contrario se eu pudesse eu faria tudo de novo”, garante o PM, mostrando gratidão e a felicidade de quem cumpriu a sua missão.
“As pessoas da Força Nacional nos receberam muito bem, os oficiais, os sargentos, são realmente diferenciados, essa missão realmente revigorou quem estava nela, a gente mudou, voltou a se sentir de novo na ativa” destacou o itupevense.

Mazelli voltou do Rio com a sensação de dever cumprido, mas não fecha as portas para novas missões: “A gente tem que aguardar o e-mail deles (FNS), mas provavelmente eu serei chamado para a Oktoberfest deste ano, creio que daqui há 2 meses.”.

Thales Mileto

Mesmo após se aposentador na Polícia Militar, Mazelli voltou à ativa e trabalhou nos Jogos Olímpicos junto à Força Nacional.