Traficante liberado volta a ser preso no dia seguinte

Por em 11 de dezembro de 2017
Traficante liberado volta a ser preso no dia seguinte. Foto ilustrativa

Registrado em Itupeva mais um caso em que a afirmação ‘Polícia prende, Justiça solta’ se enquadra com maior precisão.

Dois indivíduos foram presos neste sábado, em Itupeva, em flagrante delito por tráfico de drogas. A dupla foi flagrada pela Força Tática de Jundiaí quando vendia drogas em frente de uma igreja e na presença de crianças.

Um dos acusados havia sido preso pela PM no dia anterior, porém, a Justiça o colocou em liberdade diante audiência de custódia. A decisão judicial beneficiou o traficante, que já no dia seguinte à sua prisão pode voltar a trabalhar no tráfico de drogas. Ele só não permaneceu no crime porque, mais uma vez, a PM entrou em ação e novamente o prendeu. Resta, agora, ele não ser liberado novamente pela Justiça.

Policiais Militares do 11º Batalhão de Jundiaí interromperam a venda de drogas que era feita em frente de uma igreja, em Itupeva. Dos homens foram presos, incluindo um que havia sido liberado em audiência de custódia no dia anterior, também em razão de prisão por envolvimento com tráfico de narcóticos.

De acordo com a PM, crianças brincavam próximo ao local onde a dupla foi detida pela uma equipe de Força Tática, formada pelo sargento Graco, cabo Coutinho e soldado Marcondes. Segundo o capitão Augusto José Martinelli, com os acusados foram encontradas dezenas de porções de entorpecentes, já prontas para a venda aos viciados de Itupeva, totalizando 135 tubetes de cocaína, 56 trouxinhas de maconha e 25 pedras de crack.

Após verificar que o traficante havia sido colocado em liberdade no dia anterior, após ter sido preso pelo mesmo crime, policiais de Itupeva citaram a expressão “enxugar gelo”, que é comum entre os policiais quando se referem a prisões e solturas de criminosos. Com isso, revelam frustração frente a uma situação que também incomoda a sociedade — ver bandido no mesmo convívio social e reincidindo no crime. Também é bastante repetido o argumento que “a polícia prende e a Justiça solta”.