Prefeito de Cabreúva busca isenção de pedágio para munícipes

Por em 25 de janeiro de 2018
Prefeito de Cabreúva busca isenção de pedágio para munícipes

Há anos, a implantação de um pedágio na Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno Couto (SP-300) vem causando reclamações e transtornos por parte da população de Cabreúva.

Populares que trabalham na cidade de Jundiaí, por exemplo, diariamente precisam passar pelo pedágio, tanto na ida quanto na volta. Com a tarifa atualmente estando a R$ 7, o munícipe desembolsa R$ 14 por dia. Quem utiliza o ônibus intermunicipal também paga o pedágio, com a tarifa estando anexa à passagem.

Prefeito de Cabreúva, Henrique Martin, apoiado pelo deputado estadual Rodrigo Moraes, explica que buscou conversas com a Concessionária AB Colinas, responsável pelo trecho, porém não obteve sucesso em um acordo para uma isenção da tarifa para os cabreuvanos. “Buscamos outras alternativas. Não houve acordo, mas houve uma tentativa de diálogo da minha parte”, disse.

Henrique justifica o pedido. “É um abuso (o valor), pois nós andamos muito pouco. O trecho que percorremos é muito curto (aproximadamente 9 km, da saída do bairro Jacaré até a entrada do setor industrial de Jundiaí). Não é justo com o cabreuvano. E isso está travando o desenvolvimento da cidade, já que muitas empresas tem áreas aqui, mas não se instalam por conta do prejuízo do pedágio”.

O chefe do Executivo cabreuvano então ofereceu um “plano B” para solucionar o entrave. “Faremos a uma rota alternativa. Iremos asfaltar essa rota pelo menos 4 km (que terá início nas proximidades do Condomínio Pindorama e terminará já no trecho de Itupeva). Já fizemos o projeto viário, contamos com o apoio do prefeito de Itupeva (Marco Marchi) e agora estamos concluindo o projeto dos acessos. Esse projeto dos acessos levaremos até a ARTESP (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo) para verificar a questão técnica disso”.

Paralelo ao projeto, Martin possui um trabalho com empresários da cidade, uma vez que as obras serão custeadas 100% pela iniciativa privada. “Aqui, nós temos um potencial grande para questão logística, e o ramo logístico tem muitos caminhões e o pedágio irá onerar muito”, explica.

Henrique também explica que não haverá nenhum entrave quanto ao desvio de rota. “Essa questão (da rota) é autonomia dos municípios. É o direito de ir e vir. Nós temos esse direito e ninguém pode impedir isso. Nesse caso, a ARTESP só irá verificar a questão dos acessos. Os empresários da cidade estão muito empenhados, muito envolvidos, com esse projeto. Nós vamos conseguir”, afirma.

Para a concretização do projeto, Martin quer implantar na rota um pedágio municipal, onde veículos com placas de Cabreúva não irão pagar o pedágio, assim como outros veículos que farão entregas ou buscarão mercadorias nas empresas da cidade também estarão isentos.

Veículos de outras cidades que passarem pela rota terão de pagar uma tarifa, que ainda será definida. “Porque se não irá sucatear a via e não conseguiremos fazer a manutenção, não vamos conseguir controlar, e não é essa nossa intenção”, comenta.

O prefeito explica ainda como funcionará o controle de fiscalização. “Será por recurso eletrônico. Cada cidadão de Cabreúva terá uma tag. Já no caso dos veículos das indústrias, a empresa terá um sistema integrado ao nosso e vai poder através de comprovação da nota fiscal, liberar as carretas”.

Para garantir o sucesso do projeto, Martin pretende ainda criar uma lei municipal para que no futuro não seja cobrada tarifa aos cabreuvanos. “Porque senão é feito isso agora, depois muda de prefeito e muda o pensamento. Vamos dar garantias, bem feitas e seguras, juridicamente, economicamente e estruturalmente”, conclui.

No entanto para seguir adiante com o projeto, que tem custo estimado entre R$ 5 e 5,5 milhões, o mesmo deverá ser finalizado para que seja agendada uma reunião com a ARTESP.

(Daniel Nápoli)