Comunidade católica celebra a Padroeira do Brasil

Por em 17 de outubro de 2018
Comunidade católica celebra à Padroeira do Brasil

A comunidade católica de Itupeva celebrou no último dia 12 de outubro, em louvor a Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil.

Por este motivo, com início às 9 horas, uma grande quantidade de veículos saiu em carreata desde o Parque da Cidade até a Capela do Bairro do Medeiros.
Após a chegada na Capela, centenas de fiéis participaram da solene celebração eucarística que foi presidida pelo pároco, padre Marcos Adriano, também pelo padre convidado, Alberto Simionato, e pelo diácono José Maurício de Ávila.

Em todas as capelas, igrejas e no Santuário em Aparecida, as celebrações pela data jubilar à Santa atraíram grande quantidade de fiéis, que devido o momento de caos político e social atual rezaram e fizeram preces à Santa, pedindo paz para o Brasil.

As celebrações prosseguiram nos dias 13 (último sábado) e dia 14 (domingo), e após as celebrações aconteceu a festividade social, que é uma confraternização com barracas de comidas diversas, bebidas, doces e frutas.  É isso!

Reinaldo Oliveira

 

Por que Nossa Senhora Aparecida é a santa padroeira do Brasil e 12 de outubro se tornou feriado nacional?

O feriado de 12 de outubro tem uma razão religiosa para existir, dentro da tradição católica brasileira: para a Igreja, a data é dedicada a Nossa Senhora Aparecida, santa considerada a padroeira do Brasil.

Nossa Senhora Aparecida é o nome que acabou sendo dado a uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, feita de terracota, 36 centímetros de altura e 2,5 quilos, que teria sido encontrada em outubro de 1717, há 301 anos, por três pescadores no Rio Paraíba do Sul em São Paulo.

Como a santa foi “aparecida”, a alcunha logo pegou. O episódio foi considerado um milagre – e logo outros relacionados à santa foram sendo narrados. De sorte que a pequena capela originalmente erguida, em 1745, para abrigá-la passou a atrair mais e mais romeiros, e o local aos poucos se transformou em uma cidade, Aparecida.

Hoje Aparecida é o principal ponto de turismo religioso do país. Anualmente, cerca de 12 milhões de romeiros visitam o Santuário Nacional – que recebeu, aliás, os três últimos papas do catolicismo, João Paulo 2º, Bento 16 e Francisco. No feriado dedicado à santa, o local costuma ser visitado por 200 mil pessoas.

Em julho de 2013, quando visitou o Brasil, o papa Francisco celebrou uma concorrida missa no Santuário Nacional de Aparecida. Ao fim da cerimônia ele afirmou que deveria voltar em 2017 – revelando, portanto, que estava em seus planos tomar parte nas comemorações pelos 300 anos da descoberta da imagem da padroeira brasileira. Ao longo do ano passado, muito se especulou se ele tornaria a viajar para o país.

A negativa acabou sendo justificada por problemas de agenda. Entretanto, especulou-se que ele teria declinado da possibilidade diante do cenário político instável atravessado pelo país desde o impeachment de Dilma Rousseff, ocorrido um ano antes.

Em mensagem em vídeos transmitida na missa do dia 12 de outubro de 2017, o papa criticou o “problema da corrupção do país”.

Devoção nacional
E como foi que a santinha foi parar no rio?

Conforme aponta o jornalista Rodrigo Alvarez no livro Aparecida – A Biografia da Santa que Perdeu a Cabeça, Ficou Negra, Foi Roubada, Cobiçada pelos Políticos e Conquistou o Brasil, o mais provável é que alguém a tenha descartado porque ela estava quebrada – e muitos acreditam que ter uma imagem quebrada de santo pode dar azar.

Já a cor original da santa muito provavelmente não era negra. Ficar anos sob as águas deve ter tornado a imagem escura tal e qual a conhecemos.

Devoção

Não há um número consolidado sobre quantas igrejas dedicadas a Nossa Senhora Aparecida existem no Brasil, mas certamente se trata da santa de maior devoção popular no país.

“É muito difícil uma diocese brasileira que não tenha pelo menos uma paróquia dedicada à padroeira do Brasil”, resume Lira. “Capelas, então, são inúmeras.”

O pesquisador também acredita que a devoção à santa venha aumentando nos últimos anos graças à profusão de canais de TV e espaços na internet e redes sociais dedicados a espalhar a fé católica. “Há uma valorização da padroeira”, acredita ele.

Lira ainda frisa a importância de Nossa Senhora Aparecida ser negra, à imagem de boa parcela da população brasileira.

“Nas aparições de Maria Santíssima que foram aprovadas pela Igreja, vemos que Nossa Senhora se tornou semelhante ao povo do local de aparição, o que nos remete ao texto bíblico: fomos feitos à imagem e semelhança do Pai do Céu. Aqui, a imagem veio com a cor de uma raça sofrida, pequenina, mas, com um sorriso esboçado. Tem nosso cheiro, nossa terra, nossa cor miscigenada”, aponta o hagiólogo.